Fé, devoção e tradição marcaram a procissão da Festa de Sant'Ana, padroeira de Mogi das Cruzes. Cerca de duas mil pessoas acompanharam o cortejo que passou pelas principais vias da região central - as ruas José Bonifácio, Doutor Corrêa, Doutor Ricardo Vilela, Doutor Deodato Wertheimer e Paulo Frontin. Dois andores, um de Santana e outro de São Joaquim, foram carregados pelos devotos.
"Acredito que os milagres ocorrem a cada dia sem percebermos". Foi assim que aposentada Fátima Aparecida Almeida da Silva, de 62 anos, resumiu sua ligação com Sant'Ana. A participação dela na festa começou em 1992. "Fui festeira em 1992 e depois em 2011. Sempre participo ajudando nas barracas. Não acho que tenha diferença em ser festeira ou colaborar com a festa, servimos da mesma maneira. Perdi meu marido no ano passado e não sabia se conseguiria participar, mas estou aqui", destacou.
O contato da dona de casa Ana Oliveira Rodrigues, 69, com a padroeira de Mogi é de longa data. "Meu nome é Ana, fui batizada em uma igreja de Sant'Ana. Participo há cinco anos da Irmandade de Sant'Ana. Já fiz muitos pedidos e alcancei muitas graças", disse.
A dona de casa Maria das Graças de Oliveira Pacheco, 68, afirmou que o dia de Sant'Ana é especial pela devoção e também por marcar o dia dos avós. "Tenho dez netos e há 12 anos participo da Irmandade de Sant'Ana. Atuar na irmandade é renovar a fé", afirmou.
O vereador José Antonio Cuco Pereira participou da procissão e avaliou que a Festa de Sant'Ana tem crescido a cada ano. Ele já foi festeiro. "A devoção dos mogianos é muito grande. Não é uma festa fácil de fazer, pois ela ocorre em julho, que é um mês de férias, e ainda no fim do mês, mas muitas pessoas tem participado. Lembro que quando o feriado foi restabelecido na cidade, eu votei na Câmara", contou.
Homenagem
No fim da missa, que encerrou a festa, as pessoas que colaboraram com a construção da Catedral de Sant'Ana foram homenageados. Da lista, apenas o empresário Henrique Borenstein está vivo.