"Promoção", "Liquidação" e " Saldão de Ofertas". As chamadas que indicam a oportunidade de adquirir produtos com preços mais baixos, com até 70% de desconto, estão ocupando lugar de destaque em muitas lojas da área central de Mogi das Cruzes. Para alguns comerciantes, a expectativa é de elevar as vendas em até 30% no comparativo com o ano passado.
Na manhã de ontem, o movimento nos estabelecimentos estava acima do esperado para uma segunda-feira. Além disso, a maior parte dos consumidores estava indo embora com sacolas, abrindo mão da habitual frase "estou só dando uma olhadinha".
Entre os mogianos que aproveitaram os preços mais em conta, está a doméstica Dirce de Jesus, de 61 anos. Ela aproveitou para adquirir cobertores e garantir que a família se manterá aquecida, já que a previsão é que a partir de hoje as temperaturas começarão a despencar. "Vi que estava em oferta e aproveitei para comprar cobertor e edredons. Como o tempo ainda está quente, eles estão vendendo barato. Mas se esfriar, vai aumentar tudo, então fica mais difícil comprar", disse.
E é justamente as condições climáticas que preocupa o gerente Wagner Nascimento Costa, que atua em uma loja especializada em moda feminina. "Essa promoção relâmpago denomina-se 'chamariz'. Como as temperaturas ainda estão altas, as pessoas não compram casacos, botas e demais peças que estão em estoque para essa temporada de inverno. Então, a gente faz essa liquidação para incentivar o consumidor. A expectativa é superar em 30% as vendas de 2016. Para isso, estamos dependendo do clima", comentou.
O mesmo otimismo é compartilhado por Maurício Zavanela, gerente de uma loja de calçados. "O movimento já começou a aumentar no início do mês. Esperamos aumento de 10% a 15% em relação ao inverno passado. Essas promoções já são uma tradição. Fazemos sempre do meio para o fim de uma coleção, sendo uma oportunidade do consumidor encontrar preços bem acessíveis", comentou.
Etiquetas vermelhas, e letreiros chamativos, no entanto, nem sempre são sinais de desconto. E para fugir de 'pedadinhas', o segredo é ficar atento e não abrir mão da pesquisa de preços. É o que alerta a operadora de caixa Silvanete Oliveira, de 46 anos. "É preciso ficar de olho, antes de sair comprando. Muitas vezes os lojistas colocam cartazes enormes, sinalizam a liquidação, quando na verdade não há redução alguma, ou então não reduzem o valor nem em R$5. Por isso é bom comparar os preços com os de outras lojas. Eu sempre faço isso", orientou.
Essa precaução também é adotada pelo aposentado José Roberto de Assis, de 58 anos, que ontem buscava eletrodomésticos. "Com essa crise, qualquer moeda que a gente consiga economizar já é lucro. Tem muitas promoções que realmente valem a pena, mas outras são só enganação. Eu pesquiso bem antes de levar. Mas, temos que aproveitar quando tem desconto", concluiu.