Um Guarda Municipal foi atacado no último sábado durante patrulhamento no Parque da Juventude, no Jardim do Amarais. Durante a ação, Carlos Vinicius Panisset Castilho, de 35 anos, perdeu parte da orelha esquerda. De acordo com o boletim de ocorrência, registrado no 2° Distrito Policial, o caso ocorreu depois que um frequentador desacatou um guarda municipal que trabalhava no local.
O caso foi registrado como lesão corporal, resistência e desacato. Segundo o boletim, um guarda municipal de 52 anos estava realizando o patrulhamento da Praça da Juventude, quando o suspeito de 28 anos teria o insultado, chamando-o de "guardinha", e apontado o dedo em seu rosto. A vítima tentou amenizar o caso, no entanto, o homem teria ficado agressivo, os guardas tentaram contê-lo, e foi neste momento que o suspeito teria mordido o dedo da vítima e, em seguida, a orelha. O outro guarda sofreu escoriações.
Ainda segundo o registro, o suspeito foi contido depois da chegada de outros guardas municipais. A vítima foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Oropó.
No registro, o suspeito nega que tivesse intenção de ofender o guarda municipal, além de afirmar que não reagiu à primeira abordagem. Segundo afirmou, ele teria reagido apenas após receber gás de pimenta no rosto.
Em conversa pelo telefone, Castilho, que atua há cinco anos na Guarda Municipal, informou que nunca tinha passado por uma situação parecida. "Ele estava muito agressivo. Ele não acatou a ordem e me atacou. Recebi a mordida no dedo, na hora achei que havia perdido um pedaço. Vou passar por cirurgia tanto no dedo quanto na orelha. Foi um grande susto. Agora, vou me recuperar e continuar meu trabalho", disse. 
Para o secretário de Segurança, Paulo Roberto Madureira Sales, a situação é atípica. "O que chamou atenção foi o caso de canibalismo porque, normalmente, a pessoa morde e cospe o pedaço, mas falaram que o jovem mastigou. O policiamento continuará o mesmo, com guardas espalhados por todo local. Foi um caso isolado. O guarda está de licença e se recuperando", ressaltou.
Histórico
Esta não é a primeira vez que Mogi registra casos que envolvam ataques a guardas municipais. O primeiro ocorreu em junho de 2014, também na Praça da Juventude. Na ocasião, um guarda municipal de 40 anos foi atingido por tiros. Ele não se feriu com gravidade, pois estava vestindo colete a prova de balas. Já a segunda situação foi registrada em novembro do mesmo ano, quando uma viatura da corporação foi apedrejada e guardas municipais ficaram feridos durante um tumulto na Vila Nova União.