A imponência da centenária Igreja do Carmo e do Casarão do Carmo se misturou à história de cada uma das peças expostas na Feira de Artes e Antiguidade do Carmo. O evento que ocorreu pela segunda vez em Mogi das Cruzes e integra o Festival de Inverno, atraiu dezenas de pessoas para a praça do Carmo. A partir de agosto, o evento será realizado mensalmente, sempre no primeiro sábado do mês.
Porcelanas, pratarias, móveis e moedas cunhadas na década de 1930, eram algumas das peças disponíveis para venda na feira. Durante o período da manhã, a Banda Boigy deu o tom e o clima ao passeio. Ao todo, oito expositores de antiguidades, nos quais sete de Mogi e um de Suzano, mostraram ao público uma variada coleção de itens. Além disso, a praça recebeu barraquinhas de comidas e artesanato.
A idealizadora da Feira de Artes e Antiguidades, Agnes Arruda, explicou que existem peças para todos os gostos e bolsos. Entre os itens estão um aparelho de jantar turco em bronze, capacetes militares e esculturas. "A qualidade do público, a diversidade das peças e a possibilidade de ter um evento ao ar livre, fazem com que a gente perceba a relevância e a importância desta feira para Mogi", informou.
A próxima feira será realizada no dia 5 de agosto a partir das 9 horas. "Acreditamos neste projeto como um resgate de um espaço público, histórico, que faz parte da vida das pessoas de Mogi e que estava um pouco esquecido", avaliou.
Para o comerciante Lucas Romano Rosas, de 34 anos, a feira é a oportunidade de expor os produtos. Ele tem um antiquário que funciona desde o início do ano na rua Barão de Jaceguai. "Queremos mostrar nossos itens para as pessoas e a feira é uma maneira de enriquecer a cidade, ela gira a economia e gera empregos", destacou.
Público
A doméstica Lídia Martins, 51, acompanhou a filha que se apresentou com a Banda Boigy na praça do Carmo e aproveitou para conhecer a feira. "Eventos como este são necessários para a cidade. O mais importante é que conhecimento não ocupa espaço", ressaltou.
O técnico eletromecânico Dorival Nunes, 62, avaliou que o município carece de eventos como a Feira de Artes e Antiguidade, que resgata um pouco do passado. "Às vezes as pessoas vão para São Paulo e não sabem o que existe aqui. Este evento incentiva a cultura. O lugar em que ele é realizado também é sugestivo, pois estamos ao lado do Casarão do Carmo e da Igreja do Carmo", acrescentou.