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A Secretária de Estado da Saúde rebateu as informações do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Três unidades de saúde e seis escolas do Alto Tietê foram fiscalizadas, e o resultado das avaliações voltadas para as condições dos serviços públicos foram divulgados anteontem durante o Ciclo de Debates com Gestores Públicos e Lideranças Políticas, sediado em Suzano.
Segundo a Secretaria de Saúde, os serviços no Hospital Luzia de Pinho Melo e o AME de Mogi foram vistoriados e prestaram todas as informações solicitadas pelos auditores. Quanto a visita ao Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Mogi, auditores contataram pacientes no local e não receberam queixas. Com relação ao Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba, a unidade está em pleno funcionamento e a situação de todos os equipamentos está normalizada.
Em nota, a Sceretaria de Estado detalhou ainda mais a situação do Hospital Luzia. "As cadeiras não estavam quebradas, mas sim utilizadas, posto que o hospital recebe intenso fluxo de pacientes. Além disso, a limpeza do local foi intensificada. Na ocasião, a escala médica foi devidamente apresentada e o hospital forneceu demais documentos solicitados pelo órgão", informou.
Denúncia
Os dados da denúncia do TCE foram obtidos a partir de fiscalizações realizadas pelo órgão no ano passado, bem como as conclusões do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (2015) do TCE-SP. Sobre o Hospital Luzia de Pinho Melo foram mencionados alguns problemas relacionados à questões de infraestrutura.
Nas salas de espera, por exemplo, foram colocados como pontos negativos as cadeiras antigas, televisores desligados e infiltrações no teto. Também houve sinalização para a falta de banheiro para pessoas portadoras de necessidades especiais. Já nos sanitários, houve queixas em relação às más condições de assepsia (odor forte e urina), além de trincos quebrados.
Outra unidade auditada foi o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) do Jardim Santista, também em Mogi. A maior parte das considerações foram feitas em relação às condições físicas, equipamentos e medicamentos. Houve apontamentos negativos em relação ao controle de jornada dos médicos e enfermeiros que não estavam em locais disponíveis ao público. Além disso, foi mencionada também a ausência da farmacêutica responsável durante a visita.
Escolas
Já nas instituições, o grande problema encontrado refere-se a questões de documentação. Isso porque todas as seis escolas visitadas pelo TCE apresentaram algum problema com o alvará de funcionamento emitido tanto pelo Corpo de Bombeiros, quanto pela Vigilância Sanitária. Na maioria dos casos, a licença estava fora do prazo de validade.
Entre estas unidades estava a Escola Estadual Doutor Washington Luiz Pereira de Souza, em Arujá, onde também foi apontado falta de nutricionista; refeitório com capacidade de atendimento inferior ao necessário, bem como merenda em desconformidade com o cardápio, entre outros.
Já na escola estadual Nancy Cristina, em Poá, foi constatado que a empresa que fornece a merende não é a vencedora da licitação. As demais instituições avaliadas foram as Escolas Municipais Professor João Cardoso de Siqueira, em Biritiba Mirim, e João Geraldo dos Santos, em Itaquaquecetuba, bem como a escola estadual Professora Edina Alvares Barbosa.
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