O direito de ir e vir gera bastante discussão. Engana-se quem pensa que pode ir para qualquer lugar com total liberdade. Vivemos presos e pagamos caro para ter pequenos direitos. Acesso ao centro da sua cidade, por exemplo, pode ter um preço alto. Em Mogi, se estiver em um veículo, prepare as moedas, as notas de R$ 10 ou até de R$ 20 se tiver que ficar muito tempo na área central. A começar pela disputa de vagas, andar de carro pelo centro é uma chateação e uma preocupação.
Esta rotina não vale apenas aos mogianos. Em Suzano, se não bastasse também ter de pagar para estacionar nas ruas, o motorista enfrenta o desrespeito de outros colegas de volante e as ruas principais cheias de ônibus, vans, veículos estacionados nos dois lados, entre outros problemas, que fazem do dia a dia no centro um verdadeiro caos.
No último final de semana, o Grupo Mogi News de Comunicação publicou uma reportagem sobre o preço dos estacionamentos na região central de Mogi e constatou que o valor pode variar em até 140%, sendo o menor preço de R$ 2,50 e o maior de R$ 6 a hora para parar o carro em terreno particular. Nas ruas, a Zona Azul cobra R$ 1,50 a hora.
O problema fica mais caro se levarmos em consideração o preço do estacionamento do Mogi Shopping, por exemplo. Lá, o motorista precisa pagar, pelo menos, R$ 6 para deixar o veículo "seguro". A questão dos preços em estacionamentos tem sido debatida faz tempo, e a cada ano o valor aumenta. O que fica no ar é o que de melhor nós vemos nas ruas e estacionamentos para poder pagar um valor tão alto?
Outro ponto importante a ser levado em conta é o crescimento populacional. A cada 20 anos, em média, a população duplica nas cidades. Com isso, não há centro que aguente a enorme quantidade de automóveis, que só cresce todos os anos. Sem dúvida, governos precisam se atualizar com tecnologias e equipes inteligentes capazes que solucionar esses problemas.
Os centros de Mogi ou de Suzano não são dos maiores, não têm muitas opções de estacionamento, mas são o coração das cidades e onde a economia realmente funciona. Alguns municípios mais desenvolvidas do Brasil criam avenidas próximas do centro para desafogar o trânsito. Outras criam enormes calçadões para que as pessoas estacionem em volta e passeiem a pé pela região central. São dezenas de opções a serem estudadas. A menos indicada é empurrar para a população o problema, aumentando o preço das tarifas e dos estacionamentos. Para os centros urbanos, o cliente precisa estar em primeiro lugar.