A Câmara Técnica de Planejamento do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) começou estudos para definir estratégias que possibilitem a identificação e preservação do patrimônio histórico existente na região em várias categorias, desde bens já tombados até mesmo antigos ofícios e tradições culturais e religiosas. Atualmente, o Alto Tietê tem aproximadamente dez patrimônios reconhecidos e tombados - apenas dois em nível federal, na cidade de Mogi das Cruzes (Igrejas do Carmo e Casarão do Chá) e os demais em caráter estadual.
Na última semana, integrantes da Câmara Técnica se reuniram com profissionais da Origem Arqueologia, empresa de São José dos Campos especializada em patrimônio cultural e natural. O foco do encontro foi a elaboração de um inventário do patrimônio do Alto Tietê.
"A proposta é trabalhar o patrimônio de forma regional, assim todo município ganha e a região terá força com o Estado e a União para obter recursos e, principalmente, instrumentos para a preservação, assim como para o incremento das ações educacionais e do turismo", ressalta Elvis Vieira, coordenador da Câmara Técnica de Planejamento.
Inicialmente, o grupo vai definir um plano de trabalho para a elaboração do inventário de todos os patrimônios do Alto Tietê, com o apontamento pelos municípios de todos os bens nas categorias cultural, arquitetônica, monumental artística, arqueológica, imaterial e paisagística. A partir disso, serão definidas as estratégias para preservação.
"Há muitos casos em que determinados elementos são importantes para o município e para a região, mas não tem caráter de importância para o Estado. Por isso, a estratégia mais eficaz pode não ser o tombamento, mas a preservação, com garantias para que o patrimônio permaneça e dê suporte ao turismo da Região", argumenta o arqueólogo Clayton Galdino. "A proposta de um conselho regional é bastante inovadora. E quando você direciona o patrimônio em caráter regional ele ganha mais importância", acrescenta o arquiteto Everaldo Cristiano Silva.
Energia
Além da discussão sobre patrimônio, os secretários e técnicos de Planejamento das prefeituras do Alto Tietê conheceram algumas propostas de soluções técnicas e gestão institucional para economia e uso racional de energia elétrica nos prédios e áreas públicas. Entre as ações pontuadas pelo consultor Rene Mina Vernice, da empresa Rever Energia, está a importância do diagnóstico de todas as instalações elétricas, planilha de controle de custos e planejamento de expansão.
"A partir do momento que se conhece o que tem instalado, há condições de planejar economia. Isso vale para residências, indústrias e prefeituras", destaca Vernice.