O prazo de conclusão da obra do Corredor Leste-Oeste, em Mogi das Cruzes, para outubro deste ano,  poderá ser alterado em função da pendência de algumas licenças ambientais necessárias para a continuidade dos trabalhos. Atualmente, 28% do cronograma de serviços foi executado. Apesar de o percentual parecer baixo, na prática as mudanças proporcionadas pelas ações já realizadas são bastante significativas.
O motorista que trafega pela avenida Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar, entre as avenidas Cavalheiro Nami Jafet e Valentina de Mello Freire Borestein, por exemplo, encontra uma via totalmente revitalizada. O trecho em questão refere-se ao primeiro trecho da obra, entregue em dezembro do ano passado, ainda na gestão do então prefeito Marco Bertaiolli (PSD).
Já o trecho da avenida Guilherme George, entre os rios Jundiaí e Taiaçupeba, na divisa com Suzano, está praticamente finalizado e liberado para o tráfego de veículos. Após ser duplicada, a via já conta com pavimentação e sinalização, restando apenas a construção da ponte sobre o rio Taiaçupeba.
Conforme apurou a reportagem, a previsão do consócio GG Mogi, formado pelas empresas Enpavi e CTP Construtora, é de que a estrutura seja construída em cerca de três meses. Esta etapa, no entanto, não vai impactar no restante dos trabalhos.
Avenida das Orquídeas
De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, as próximas etapas, segundo o contrato do Corredor Leste-Oeste, compreendem a execução de um terminal em Jundiapeba e da avenida das Orquídeas.
A nova via terá 2,3 mil metros de extensão, entre o rio Jundiaí e a rotatória da Via Perimetral, junto ao viaduto Argeu Batalha, em Brás Cubas, fazendo a ligação de Mogi com Suzano e com o Trecho Leste do Rodoanel.
"Além de trazer desenvolvimento para a região oeste da cidade, ela também colaborará para desafogar o corredor formado pelas avenidas Francisco Ferreira Lopes e Lourenço de Souza Franco, hoje o mais movimentado de Mogi", destacou.
No local em questão, já é possível visualizar o traçado da estrada, que já começou a ser aberta, desde a junção com a avenida Guilherme George, perto da passagem de nível. No entanto, conforme apurou a reportagem, a continuidade dos trabalhos no local depende da emissão de algumas licenças.
Durante vistoria à obra realizada em março deste ano, o prefeito Marcus Melo (PSDB) esclareceu que aguardava a emissão de licenças ambientais por parte da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee). A documentação seria necessária para a construção da ponte sobre o rio Jundiaí.
Questionada ontem, a administração municipal informou que algumas das licenças necessárias para a continuidade dos trabalhos já foram obtidas, porém outras ainda estão pendentes. "Em virtude desta situação, que depende de outros órgãos, e de alguns outros acertos necessários, a secretaria está traçando uma nova previsão de entrega da obra como um todo", concluiu.