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Uma área que estava destinada à construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Amorim virou alvo de vândalos e usuários de drogas. Até o tapume que cercava parte da área foi destruído para que os criminosos tenham acesso ao canteiro de obras. As condições colocam muitas crianças em situação de risco. A reportagem do Grupo Mogi News flagrou alguns meninos brincando em meio a vidros e entulhos no espaço.
Embora a Prefeitura de Suzano afirme que a obra não parou, o cenário ainda é o mesmo do que há 50 dias, quando a reportagem esteve no local e se deparou com dois homens trabalhando, mas não notou nenhum tipo de avanço nos serviços que foram iniciados em abril.
O espaço onde os materiais de construção e a planta do projeto ficam guardados estava aberto e qualquer pessoa poderia ter acesso. As crianças, inclusive, utilizam o lugar para brincar durante o dia. O terreno ainda está ocupado apenas por mato, terra e lixo. Um dos garotos que brincavam naquela área estava descalço e quase pisou em um monte de vidros quebrados que foi despejado no local.
Segundo relatos de vizinhos, à noite, o terreno é utilizado como esconderijo para criminosos que cometem delitos no entorno. Além disso, o canteiro de obras também vira ponto de encontro para usuários e vendedores de entorpecentes. A situação causa medo na comunidade.
"Quando escurece, os baderneiros começam a chegar. Já roubaram os materiais de construção e até a fiação elétrica", contou, uma vizinha que pediu para ter a identidade preservada. "Muitos se encondem aqui para fumar maconha e usar outros tipos de drogas", contou outro morador da região.
No início do mês passado, a Prefeitura havia informado que a terraplanagem e a parte de preparação do solo haviam sido finalizadas, mas que as condições climáticas da época fez com que os serviços seguissem "em ritmo mais cauteloso".
Ontem, a Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos voltou a afirmar que a obra não está parada. "O ritmo dos serviços pode estar menor, mas a pasta vai entrar em contato com a empreiteira responsável para verificar a situação", informou, por meio de nota.
Sobre os materiais de construção, a pasta esclareceu que a responsabilidade dos mesmos é da construtora. "A empresa tem a obrigação de entregar o serviço acabado à municipalidade".
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