A falta de segurança em alguns bairros de Mogi das Cruzes voltou a ser criticada na sessão da Câmara. Entre os bairros citados estão a Vila Nova Aparecida, Vila Lavínia, centro e áreas de Brás Cubas. Os parlamentares pediram mais investimento no setor, especialmente com o aumento do efetivo, tanto para a Polícia Militar quanto para a Civil.
O vereador Iduigues Ferreira Martins (PT) afirmou que moradores e comerciantes da Vila Nova Aparecida, em César de Souza, estão sofrendo com assaltos. Ele mostrou um vídeo para denunciar a situação. "Várias pessoas vieram me procurar para falar sobre a falta de segurança, elas são reféns em suas próprias casas. É triste ver comerciantes colocarem grades nos estabelecimentos e notar que vários imóveis estão à venda por insegurança. Tem uma padaria que vende os produtos pelas grades, pois já foi assaltada várias vezes. As pessoas estão com medo até de falar sobre o assunto", ressaltou.
O vereador Antônio Lino da Silva (PSD) afirmou que Brás Cubas está sofrendo com a violência. "Tem um gerente de um posto de combustíveis que está dando uma "mesada" para o assaltante, pois é sempre a mesma pessoa. No centro da cidade, perto da Vila Hélio, você não encontra um comércio que não foi arrombado, mesmo aqueles com dispositivos de segurança já foram vítimas. Na Vila Lavínia a situação também está difícil", destacou.
Silva cobrou mais investimentos por parte do governo estadual, especialmente para o aumento de efetivo, tanto da Polícia Militar quanto da Civil. "Se alguém for fazer um boletim de ocorrência demora duas ou três horas, caso tenha flagrante esse tempo aumenta ainda mais. O delegado do 4° DP também tem que atender Biritiba Mirim, se tiver flagrante na cidade ele só volta pra Mogi depois de conclui-lo", disse.
Para o vereador, a situação da segurança é ainda mais grave. "Fecharam o posto da Polícia Rodoviária de Jundiapeba e da Mogi-Guararema, não sei como não desativaram o da Mogi-Bertioga. A Prefeitura paga o Pró-labore, aluga prédios, enquanto estes recursos poderiam ser usados para melhorar as estradas e investir no setor habitacional. Estamos levando o Estado nas costas", ressaltou.
O vereador José Antonio Cuco Pereira (PSDB) também informou que tem recebido reclamações de moradores. "Fui no Varejão e as pessoas reclamaram principalmente do barulho à noite", acrescentou.
Discussão
Durante a sessão também foi discutido o reajuste proposto pelo sindicato que representa os funcionários que trabalham em entidades subvencionadas pela administração municipal, como as creches. De acordo com os vereadores, o reajuste salarial apresentado foi de 30%, contando 10% de aumento anual e outros 20% das perdas dos últimos 18 anos.
As entidades afirmam que não têm como bancar o reajuste dos funcionários com os atuais valores repassados pela Prefeitura. Representantes das associações já haviam acompanhado a audiência pública do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), organizada pela Comissão de Finanças da Câmara para pedir apoio e aumento do repasse encaminhado pela administração municipal.
Os parlamentares devem debater o assunto com o prefeito Marcus Melo (PSDB) para discutir quais medidas podem ser adotadas. (L.N.)