Apesar da prorrogação da Campanha de Vacinação Contra a Gripe que seguirá até próximo dia 23 de junho, a imunização para toda a população está liberada apenas em Mogi das Cruzes. Nas demais cidades do Alto Tietê, por orientação do Estado, as doses continuam sendo destinadas aos grupos prioritários, bem como para os cidadãos com idade entre 55 e 59 anos.
De acordo com a diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato, a ampliação para este novo público foi definida devido à maior probabilidade de desenvolvimento de doenças crônicas em pessoas nessa faixa etária. "A vacina continua disponível para todos que se enquadram nos grupos previstos na campanha e nosso alerta principal é para os pais ou responsáveis levarem as crianças aos postos, pois esse grupo ainda apresenta a menor cobertura", disse.
Segundo o balanço divulgado por seis cidades do Alto Tietê, até ontem mais de 200 mil pessoas já haviam recebido a vacina. Deste total, a maior parte refere-se à Mogi das Cruzes, sendo 86.156. No município, a meta é vacinar 95.562 munícipes, o que corresponde a 90% do público-alvo.
Já em Suzano, a cobertura atual está em 76,97% com um total de 36.873 vacinados. Desde ontem, além dos grupos prioritários definidos pela campanha, também podem se imuniza os hipertensos, diabéticos, pacientes com doenças respiratórias recorrentes não graves (renite alérgica, bronquite, asma leve e pneumopatias crônicas), indivíduos em situação de rua, dependentes químicos internos em clínicas de reabilitação e funcionários públicos.
Arujá, por sua vez, já aplicou 11.906 doses, alcançando uma cobertura correspondente a 82,54% da meta. A expectativa é de que 14.424 cidadãos sejam imunizados.
Em Itaquaquecetuba o número de vacinados é de 36.873, enquanto que em Poá a vacinação já beneficiou 23.916, perfazendo uma cobertura de 86,56%.
Grupo Prioritário
Conforme determinado pelo Ministério da Saúde, podem receber a vacina crianças de seis meses a 5 anos incompletos, gestantes, mulheres no período pós-parto, idosos com mais de 60 anos, profissionais que atuam na área da saúde, bem como portadores de doenças crônicas com indicação médica e população indígena, além de professores de escolas públicas e privadas.
Os demais municípios da região foram procurados pela reportagem, mas não se posicionaram até o fechamento desta edição.