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Apesar de afirmar não ter conhecimento sobre a crise enfrentada pelo Instituto de Nefrologia, a Prefeitura de Suzano informou que está à disposição para cobrar dos governos estadual e federal reajuste no pagamento dos procedimentos feitos por pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), além de levar o assunto para discussão no Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat). Hoje, a unidade que funciona no município atende 251 pessoas e, assim como o serviço de Mogi das Cruzes, enfrenta dificuldades financeiras para se manter.
Segundo a Secretaria de Saúde, até o momento, o Instituto de Nefrologia de Suzano "não contatou o Poder Executivo para debater sobre as dificuldades que estariam sendo enfrentadas, tão pouco para tratar do possível risco de encerramento das atividades, em razão de ausência de repasse ou de liberação insuficiente de verba por parte do Ministério da Saúde".
Já o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR) informou ao Dat que "é de seu conhecimento que os deputados que têm suas bases no Alto Tietê já estejam empenhados na questão, a fim de reverter um possível quadro de crise no tratamento de nefrologia oferecido de graça no Alto Tietê".
A Prefeitura de Suzano também informou, por meio de nota, que é "pública e notória a situação econômica das esferas federal e estadual de alguns anos para cá, e com a municipal, mais especificamente em Suzano, não há diferenças". Desta forma, hoje, tendo em vista o cenário financeiro do Executivo, "seria impossível o município assumir o tratamento de nefrologia, sendo que esta já é uma prerrogativa do Estado em razão de seu orçamento e estrutura - maiores que as encontradas nas cidades".
Déficit
Atualmente, o Ministério da Saúde repassa R$ 194 por sessão de hemodiálise, mas o valor não cobre o custo do procedimento, que está perto de R$ 300. "Isso representa um déficit de 30% a 35% por paciente, que temos que arcar. Para poder manter o atendimento, temos que recorrer a financiamentos e empréstimos bancários", justificou um dos diretores das clínicas, o médico nefrologista Rui Alberto Gomes. "Mas nós ainda não chegamos nessa opção, que é indesejável de pensar, em reduzir o atendimento, porém estamos sendo empurrados para essa situação, caso esse déficit gigantesco financeiro continue", acrescentou.
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