A Santa Casa de Mogi das Cruzes apresentará em dois meses um projeto para ampliação da maternidade da unidade. O setor passaria a ocupar a área em que atualmente funciona a Ortopedia. Além de conquistar os recursos necessários para a reforma, será preciso rever o pacto hospitalar. A informação foi divulgada pelo secretário de Saúde, Marcello Cusatis, durante visita ao hospital. Depois de dois meses de superlotação, a unidade começou a voltar a normalidade.
O setor de Ortopedia da Santa Casa foi utilizado pelo hospital durante o ápice da superlotação. A ideia agora é adequar o espaço e integrá-lo à obstetrícia. Com a ampliação, a Ortopedia passaria para o Departamento de Internação Pediátrica, que teria a demanda remanejada para o Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC). No entanto, para fazer essa mudança, será necessário rever o pacto hospitalar, que estabelece qual é a função de cada unidade de Mogi.
De acordo com o secretário, as alterações dependem de um grande trabalho. "Com os leitos da Ortopedia contaríamos com mais 11 para a obstetrícia, o que chegaria a 40 leitos. Nesse projeto, a UTI Neonatal também seria ampliada. Essa mudança não depende apenas da Santa Casa, mas de um rearranjo hospitalar da cidade. Se encaminharmos a internação infantil para o Municipal, precisamos saber se o Hospital Luzia de Pinho Melo vai absorver as cirurgias. Necessitamos de dois ou três meses para remodelar, ver o valor e transferir os serviços", destacou.
Cusatis esclareceu que depois que o projeto de reforma for concluído pela equipe da Santa Casa, o prefeito Marcus Melo (PSDB) deverá intermediar a negociação de recursos com os governo do estado e federal, além do setor privado. Segundo o secretário, a ideia de ampliar a área da maternidade do hospital foi sugerida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Com o projeto de reforma, a unidade quer ampliar em 11 o número de leitos de obstetrícia e em dez o de UTI Neonatal.
O diretor técnico da Santa Casa, Ricardo Bastos, garantiu que nesse momento a unidade está com vagas. "Hoje (ontem), excecionalmente, depois de dois meses, estamos com vagas. Temos 26 leitos no alojamento conjunto e 22 pacientes, contamos com 12 leitos para gestantes e temos 13 mulheres. Na parte obstétrica, que possui 38 leitos, temos 51 pacientes, mas que estão no pré-parto, no centro cirúrgico, então dá para administrar. Nossa UTI que tem nove leitos está com oito bebês", explicou.