Ocorreu de forma pacífica a reintegração de posse marcada para ontem, na Vila Sônia, em uma área de várzea do Rio Tietê, em Itaquaquecetuba. Cerca de 700 pessoas, de 130 famílias deixaram o local. Todos os imóveis, construídos irregularmente, foram demolidos. A ação mobilizou 100 Policiais Militares (PMs), além de uma equipe da Prefeitura. A região foi invadida há, aproximadamente, quatro anos e pertence a uma área de proteção ambiental sujeita a alagamentos.
Na ocasião, a administração municipal disponibilizou caminhões e funcionários para dar apoio às famílias que serão alocadas em casa de parentes e amigos. Os pertences dos ocupantes foram guardados em um galpão alugado pela Prefeitura, como cumprimento de uma determinação judicial.
O major Caldeira, da PM, informou que a ação teve início na madrugada de ontem em uma área de 104 mil metros quadrados (m2), que estava ocupada de forma ilegal. "Participou da ação uma equipe multidisciplinar da Prefeitura integrada com a Polícia Militar. Tudo ocorreu dentro da normalidade, sem conflitos. Trata-se de uma área de proteção permanente na várzea do Tietê sujeita a alagamento no período de verão", explicou.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Habitação, em fevereiro deste ano, houve a tentativa de efetuar o cadastro dos invasores. No entanto, a pasta informou que a maioria se recusou. "Agora será estudada a possibilidade e a legalidade de se incluir essas famílias fora do prazo, já que o cadastro terminou no mês de abril deste ano".
A área foi invadida há quatro anos, quando haviam apenas quatro moradias em 2013. Na ocasião foi solicitada à Justiça a retirada das famílias. Por conta da morosidade do processo, a invasão cresceu e, até ontem, existiam mais de 100 casas construídas de forma irregular.
Uma manifestação foi realizada, na semana passada ,em frente ao Paço Municipal para mobilizar a Prefeitura de Itaquá a pedir suspensão do processo de desapropriação da área, até que o município tenha condições de acolher as famílias, seja com aluguel social ou com moradias populares, segundo informou Edson Ferreira da Silva, que é o advogado dos ocupantes. No entanto, a ação teve início às 5h45 de ontem, em cumprimento a ordem judicial da 2ª Vara Cível de Itaquá. Apesar de muitas ameaças durante a semana, não ocorreram confrontos ou confusões durante a ação da PM no momento da reintegração.