As cidades que integram o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) deverão elaborar dentro de um ano o Plano Regional de Gestão de Resíduos Sólidos. O documento, que será construído de forma conjunta, apontará qual a melhor solução consorciada para a destinação dos resíduos domésticos e da construção civil produzidos na região. Os estudos não contemplam a implantação de novos aterros ou a incineração.
A informação foi divulgada na manhã de ontem durante o 1º Fórum de Resíduos Sólidos do Alto Tietê, promovido pelo Condemat. Na ocasião, um protocolo de intenções objetivando o avanço na implantação de políticas públicas para o setor foi assinado pelos consorciados e também pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
"Hoje (ontem) assinamos o termo de cooperação e através dele iremos expandir as questões técnicas para que, dentro de 12 meses, possamos elaborar o Plano Regional de Gestão de Resíduos Sólidos. Dentro deste plano nós iremos estudar todas as alternativas e tecnologias para então definir qual é a de melhor custo benefício para a nossa região", destacou o presidente do Condemat e prefeito de Guararema, Adriano Toledo Leite (PR).
A iniciativa do Condemat, de buscar a solução para o problema de forma unificada, foi elogiada pelo secretário de Estado do Meio Ambiente em exercício, Antônio Velloso Carneiro, que destacou inclusive a possibilidade de liberação de recursos financeiros por parte do governo estadual para viabilizar os projetos. "Os municípios vão formar um consórcio destinado exclusivamente para os resíduos sólidos e a Secretaria do Estado vai trabalhar para que recursos venham para cá. Primeiro temos que ver a solução que a região precisa e quanto isso custa, para então entrarmos na questão da distribuição de dinheiro", explicou.
Carneiro ressaltou por fim que, independentemente disso, a decisão sobre qual tecnologia será implantada ficará por conta das Prefeituras. "A política que a Secretaria pretende incrementar é uma solução regionalizada. Agora qual a região irá implementar dependerá do diagnostico ambiental e do trabalho dos técnico municipais com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)", disse.
Prefeitos
Durante o evento, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), destacou a complexidade de se enviar os resíduos para os aterros, como vem sendo feito atualmente. "Com relação ao lixo orgânico é uma discussão que precisa ser feita, porque é inviável que nós tenhamos um investimento tão grande principalmente com logística, mandando lixo para outras regiões, sendo que tem aterros com suas vidas útil quase ao final. Essa é uma questão que essa gestão de prefeitos do Condemat terá que ter a sabedoria e a urgência de estar discutindo", comentou.
Opinião semelhante foi compartilhada pelo prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB). "Hoje a nossa cidade encaminha o lixo para um aterro regularizado, em Jambeiro, o que gera um gasto significativo com o transporte para realizar esse transbordo. Evidentemente que se pudermos economizar esse recurso, ele será destinado para outras áreas", complementou.