A necessidade de fazer hemodiálise há nove meses, com sessões que duram quatro horas, três vezes por semana, mudou a vida e a rotina do secretário de Administração de Biritiba Mirim, Arnaldo Antunes, que faz seu tratamento na unidade do Instituto de Nefrologia em Mogi das Cruzes.
Após sofrer uma broncopneumonia, seguida de uma infecção hospitalar, e ser obrigado a tomar vários remédios antibióticos, Antunes viu seu ruim ter o funcionamento afetado e, se preparando para entrar na fila do transplante, hoje é obrigado a seguir com seu cansativo tratamento de hemodiálise para conseguir sobreviver até que seu órgão seja substituído.
Os desafios clínicos do tratamento de quem é paciente renal crônico não são os únicos, segundo ele. O secretário afirma que o tratamento é muito caro, assim como a medicação que precisa tomar diariamente. "Hoje, graças a Deus, tenho convênio médico e não preciso pagar o tratamento, apenas o meu plano. Caso contrário seria muito difícil conseguir me tratar", comentou.
Sobre a medicação que precisa tomar, ele afirmou que o custo mensal é de cerca de R$ 600. "Nós conseguimos os remédios com o governo do Estado, mas às vezes falta e somos obrigados a pagar por eles. O paciente de nefrologia que não tem recursos para isso, infelizmente, tem poucas chances de sobreviver sem os serviços públicos" , concluiu.