O número de mortes no trânsito de Mogi das Cruzes caiu 65% no primeiro quadrimestre desse ano se comparado com os quatro primeiros meses de 2016. De janeiro a abril, 12 pessoas perderam a vida nas ruas do município. Já no mesmo período do ano passado esse número foi de 35 mogianos. Os dados são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), ferramenta do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, do Governo do Estado.
Segundo o Infosiga, todas as vítimas fatais do primeiro quadrimestre de 2017 eram homens. Fevereiro foi o mês que registrou mais mortes, seis ao todo. Em seguida, aparece janeiro com três vítimas, março com duas e abril com uma.
De janeiro a abril de 2016, das 35 pessoas mortas em acidentes de trânsito, 23 eram homens, cinco mulheres e sete vítimas que não tiveram o sexo informado. No ano passado, abril foi o mês campeão de mortes, com dez vítimas, nas quais oito homens e duas mulheres. Em seguida aparece fevereiro com nove óbitos, sendo sete de homens, um de mulher e outro não identificado. Janeiro e março aparecem empatados com oito mortes cada.
O Infosiga contabiliza todas as mortes registradas no trânsito dos municípios de São Paulo. Os dados são obtidos por meio dos boletins de ocorrência que são registrados. As causas mais comuns das mortes são acidentes envolvendo automóveis, motocicletas e atropelamento de pedestres.
Para tentar reduzir o índice de mortes no trânsito, a Prefeitura de Mogi lançou o Maio Amarelo, que ao longo do último mês realizou diversas ações de conscientização e fiscalização na cidade. O secretário Eduardo Rangel, fez um balanço positivo sobre a ação. "Realizamos uma série de atividades, com palestras nas escolas com agentes de trânsito, policiais militares e guardas municipais, além de ações nas empresas de ônibus com os motoristas", ressaltou.
Segundo levantamento divulgado pela Secretaria, durante o Maio Amarelo, mais de 4 mil pessoas receberam materiais informativos e 1.591 crianças foram atendidas nas ações da campanha Mogi pela Vida. Rangel informou que as palestras nas escolas continuarão. Para junho estão programados dez eventos do tipo, o que deve atender mais de 1,2 mil crianças.
Rangel esclareceu que o resultado das ações realizadas no Maio Amarelo, como palestras, revitalização de sinalização viária e distribuição de materiais, devem ser sentidos nos próximos meses. O secretário informou que alguns dados preocupam a cidade. Ele citou, por exemplo, que aproximadamente 23% dos acidentes no ano passado envolveram pedestres, cerca de 20% das mortes ocorrem entre sexta-feira e sábado. Um terço das mortes no trânsito de Mogi são de pessoas com idade entre 17 e 29 anos.