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O juiz federal Bernardo Julius Alves Wainstein realizou nesta semana uma vistoria ao Hospital Luzia de Pinho Melo para verificar o funcionamento e a eficiência da unidade. Esta foi a segunda visita feita pelo magistrado a um órgão público da cidade, já que recentemente ele esteve no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mogi das Cruzes.
Na última quinta-feira, Wainstein foi ao hospital acompanhado de funcionários e membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi. O grupo foi recebido pelo diretor clínico do Luzia, o médico cardiologista Luiz Carlos Viana Barbosa, e também pelo médico intensivista José Eduardo Vasconcellos, além de demais integrantes do corpo clínico do hospital, como enfermeiras e funcionários do setor administrativo.
Os médicos fizeram questão de mostrar todas as dependências da unidade hospitalar ao juiz e a todos os visitantes, explicando como cada setor funciona. A visita começou pelo setor de Atendimento aos Pacientes Agendados pela Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross), por onde passam cerca de 600 pessoas por dia, para acompanhamento de doenças crônicas. "Temos no ambulatório 100 médicos e atendemos 46 especialidades, sendo que os pacientes vêm de 11 municípios, por sermos referência, incluindo Guarulhos", explicou Barbosa.
Segundo o diretor clínico do Luzia, 80% dos pacientes que chegam com agendamento marcado são provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O Luzia de Pinho Melo, afirmou o médico Barbosa, conta com 38 leitos e possui atendimento especializado em Psiquiatria. A reportagem verificou durante a vistoria que alguns pacientes (muitos deles, idosos) ficam nos corredores, na parte interna do hospital, em macas, mas ao questioná-lo sobre o fato, o diretor do hospital disse que são pessoas que ainda estão sendo avaliadas e medicadas, aguardando parecer médico. Como o Luzia também atende pacientes de 11 municípios, sempre está com a capacidade de acomodação dos leitos acima do esperado, mas que a situação tem estado dentro da normalidade, já que a rotatividade é grande.
No Pronto-Socorro, o corpo clínico se desdobra no atendimento, pois, a todo momento, chegam pacientes acidentados, infartados ou em crises convulsivas, apenas para citar alguns exemplos, trazidos pelas unidades de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O Luzia possui uma ala exclusiva para mulheres que ficam em observação e já em relativa estabilidade, chamada de "retaguarda de emergência", conforme também ressaltou o médico intensivista Vasconcellos. "Há médicos 24 horas e ficamos alertas quando há qualquer tipo de intercorrência. Fazemos uma média de 70 a 80 atendimentos por mês em enfermaria em áreas não críticas", informou ele.
O grupo visitou ainda os setores de Ressonância Magnética para exames agendados, a Enfermaria, Centro Cirúrgico e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulto, infantil e coronariana (para quem sofreu infarto) e o setor de Controle de Infecção Hospitalar e Núcleo Hospitalar de Epidemiologia.
Impressão
Para o juiz Wainstein, a direção do hospital foi bastante solícita e as dependências da unidade mostraram-se limpas e bem estruturadas. "O SUS é financiado em parte pela União e acho salutar fazermos estas visitas. Em relação ao Luzia, não havia nada irregular e a equipe médica foi bem colaborativa. Comparando com um hospital privado classe média, o Luzia de Pinho Melo é organizado, limpo e estruturado", opinou o magistrado.
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