A ocorrência de furtos de equipamentos de Estações Elevatórias em diferentes localidades de Mogi das Cruzes continua gerando prejuízos ao Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e comprometendo o atendimento da população. Até o momento as perdas financeiras já estão estimadas em R$ 220 mil.
O problema chegou a ser noticiado pelo Grupo Mogi News de Comunicação no segundo semestre do ano passado. Na ocasião, 14 furtos e roubos haviam sido registrados em um intervalo de apenas 40 dias.
De lá pra cá duas novas ocorrências foram contabilizadas, sendo uma na Estação Elevatória de Água (ETA) Passaredo, no Jardim Maricá, ocorrida em março, e outra na Estação Elevatória de Esgoto (ETE) Nova Mogi, no Caputera, registrada no mês passado. Em ambos o prejuízo foi de R$ 17 mil.
Segundo a autarquia, além da parte financeira, os crimes impactam também na operação dos sistemas. "Os incidentes comprometem o abastecimento de água e a coleta e tratamento de esgoto em diversos bairros de Mogi das Cruzes. Muitas vezes, os criminosos furtam equipamentos específicos, que são de difícil reposição no mercado e, por isso, paralisam o sistema por muitas horas, prejudicando a população", informou a autarquia.
Questionado sobre quais providências estão sendo adotadas para prevenir novas ocorrências, o Semae informou que está reforçando a segurança das unidades com adequações civis e uso de alarmes e monitoramento. "A autarquia pediu intensificação de rondas da Guarda Municipal e dialoga com outras companhias de saneamento, que passam pelo mesmo problema, para troca de informações sobre métodos e sistemas de segurança", esclareceu. Por fim solicitou o apoio dos moradores vizinhos às estações para que denunciem à polícia caso percebam situação suspeita
Em entrevista anterior, o então diretor-superintendente do Semae, Dirceu Lorena de Meira, informou que os incidentes estão sendo cometidos por um grupo especializado. "Eles levam equipamentos específicos, que custam entre R$ 5 mil e R$ 20 mil. Analisamos as imagens das câmeras e vimos que a ação deles dura cerca de cinco minutos. Entrei em contato com a Sabesp e informaram que também já foram vítimas. O caso foi levado à Polícia, que está realizando uma investigação. Acreditamos tratar-se de uma quadrilha. Sem falar que temos 80 unidades na cidade e eles sabem onde está cada uma delas, então, isso nos preocupa", comentou.