As constantes fugas de internos da Fundação Casa de Ferraz de Vasconcelos, na Chácara Guaio, está trazendo sensação de insegurança aos vizinhos da unidade. Os moradores pedem mais segurança na área e afirmam que está ficando difícil viver no local. Eles cobram que o governo estadual, que mantém o serviço na cidade, tome providências para resolver a situação.
De acordo com as pessoas, durante as fugas é preciso fechar as portas para evitar que os adolescentes invadam as residências e comércios. "No último mês teve uma fuga. Quando eles fogem já deixamos tudo fechado, pois se não os internos entram, pegam roupas e tudo que veem pela frente. O bairro fica uma bagunça, esta é uma rota de fuga deles. Acho que o governo deveria aumentar a segurança, pois a sensação de insegurança está grande. A instalação da Fundação Casa só trouxe prejuízo para o bairro, o movimento nos comércios caiu, porque as pessoas ficam com medo de vir. Tinham que tirar essa unidade daqui", disse uma moradora que preferiu não se identificar.
Os moradores informaram que o principal transtorno sentido pelas fugas é o rastro de destruição. "Eles não atacam nem agridem os moradores, mas entram nos quintais, pegam as roupas que estão no varal, se tiver bicicleta, motocicleta ou carro eles pegam também, pois só querem fugir. Os adolescentes tentam se esconder no mato, nas cocheiras de animais, em chiqueiros e seguem em direção da estrada. Não tem hora para fuga, elas ocorrem de noite e dia", ressaltou uma moradora que preferiu se manter no anonimato.
Ainda de acordo com o relato da moradora, a última fuga da unidade ocorreu recentemente. "Ficamos sabendo que foi na madrugada do último domingo. Não temos sossego desde que a Fundação Casa foi instalada no bairro. Já coloquei grade em torno de todo meu imóvel. Deveriam colocar mais segurança, reforçar a estrutura da unidade, pois parece que ela foi feita de manteiga, sempre tem fuga. Sabemos que os funcionários não tem culpa", acrescentou.
Os vizinhos da Fundação Casa já se habituaram com as fugas. "No começo do funcionamento as fugas eram bem mais frequentes, mas ainda hoje elas ocorrem", contou um morador que preferiu não se identificar.
As duas fugas mais recentes noticiadas pelo Grupo Mogi News, ocorreram em setembro de 2016, quando 18 adolescentes fugiram e em abril desse ano, quando 17 internos escaparam. (L.N.)