Como de costume, todo final do mês a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) divulga os dados criminais referentes aos municípios paulistas. E também como já estamos acostumados os números são altos e mostram que a violência aumenta a cada dia. Na reportagem publicada ontem, o índice de roubos aumentou 30% em relação ao mesmo período do ano passado (janeiro a maio). Em alguns municípios já são mais de mil assaltos neste ano, como em Suzano e Itaquaquecetuba.
Com isso, a sensação de segurança tão almejada pela população passa longe. A cada dia que passa, as pessoas se sentem mais fracas diante da criminalidade e buscam de todas as formas se protegerem, seja comprando câmeras de monitoramento paras as residências, se mudando para condomínios com vigias 24 horas, evitando andar a pé nas ruas dos bairros, entre outras ações que têm o objetivo de evitar que elas se tornem vítimas dos criminosos.
A polícia tenta evitar este avanço da criminalidade. Operações são realizadas e o combate ao tráfico é intensificado, até porque a maioria dos roubos tem ligação direta com as drogas. No entanto, os números mostram que o problema está longe de ser resolvido. Claro que a segurança conquista algumas vitórias toda vez que fortalece o trabalho nas ruas, mas a verdade é que o problema é nacional.
Os roubos mostram que não há um perfil básico de vítimas. São assaltos a residências, roubo em plena luz do dia, na saída do trabalho, aos comerciantes, aos motoristas que são surpreendidos em semáforos. Hoje existem, inclusive, vários livros que ensinam as pessoas a tomarem cuidado. Vários Manuais de Segurança tentam ajudar a população.
O especialista em segurança, que já foi delegado e vereador em Suzano, Jorge Lordello já lançou um livro do tipo e sempre costuma dar dicas para as pessoas escaparem dos ladrões. Prestar atenção quando chegar em casa de carro, ver se não há outro veículo estranho na via, não deixar bolsas e carteiras no banco da frente, acompanhar pais ou avós quando os mesmo forem retirar dinheiro no banco etc. É uma infinidade de ações, que até são básicas, mas que exigem atenção da pessoa.
Vivemos num mundo onde o estado de alerta é necessário o tempo inteiro, caso contrário você se torna vítima. Entre os questionamentos sobre segurança está o fato de termos poucos presídios, poucos policiais e uma Justiça falha. Com isso, os dados criminais da SSP continuarão aumentando e a população continuará vivendo com medo.