A população aprovou a implantação do Circuito Interparques, lançado ontem em Mogi das Cruzes. No entanto, a maioria dos entrevistados disse que soube da novidade quando foram abordados para a produção desta reportagem do Mogi News. As primeiras viagens da nova linha não tiveram adesão. O itinerário seguiu vazio e confuso logo no início do serviço, porque o ônibus circular que faz o trajeto estava identificado como "Pró-Criança", "Pró-Mulher" e "SUS".
O novo serviço faz parte do Programa Junho Verde, que foi implantado em comemoração ao mês do Meio Ambiente. Por enquanto, ele segue em caráter experimental, mas há a possibilidade de se tornar regular, mas, para que isso ocorra, vai depender do movimento. O ônibus sai do Terminal Estudantes e percorre os três parques de Mogi: Centenário, Leon Feffer e o Parque da Cidade, retornando para o Terminal Estudantes. Haverá seis horários de saída do Terminal Estudantes - 8 horas, 9h40, 11h20, 14 horas, 15h40 e 17h20.
Quem estava nos pontos de parada não tinha como saber qual seria o veículo que faria o Circuito Interparques. A linha, administrada pela empresa Princesa do Norte, não recebeu o veículo com a identificação correta e muitas pessoas davam sinal para o ônibus, mas recebiam a informação do motorista de que aquele veículo faria o Circuito Interparques e não o que estava identificado no letreiro. O coletivo seguiu vazio durante a manhã.
Apesar da confusão, os mogianos aprovaram a novidade. "Acho que incentiva as pessoas a saírem de ambientes fechados, como os shoppings, por exemplo, para ir a esses espaços ao ar livre", avaliou a fisioterapeuta Dúnia Vargas Bouassi, 32 anos. Ela só soube da novidade quando foi abordada pela equipe de reportagem.
O motorista de caminhão Roberto Nino, 53, também aprovou a ideia. "Eu não sabia dessa nova alternativa. Mas achei ótima. Eu moro perto do Parque da Cidade, mas se eu quiser ir para outro parque, tenho uma facilidade", comentou.  Da mesma opinião compartilha o motorista Antônio Faravallo Júnior, 36, que parabenizou a proposta. "É eficiente. Acho que até motiva as pessoas a frequentarem os parques", analisou.
Embora a dona de casa Sueli Prismic, 54, possa se locomover de carro, ela avaliou a medida de forma positiva. "É muito bom para quem não tem carro. Muitas pessoas querem ir ao parque, mas tem a dificuldade para o acesso, então, essa é uma ótima alternativa para levar as crianças a espaços abertos para o lazer", observou.