"Nós, que somos pacientes, nem deveríamos estar nessa briga, porém, resolvemos fazer um abaixo-assinado e pretendemos que ele chegue até Brasília, para que alguém lá veja essa situação e ajude os institutos credenciados a manterem os serviços, para que outras pessoas, em igual situação à nossa, não tenham que se deslocar para fora da região para conseguir fazer hemodiálise", descreve Henrique Jesuíno de Souza, presidente da Associação dos Renais Crônicos do Alto Tietê (Arcat).
Na opinião de Souza, para o Poder Público, os pacientes se transformam, muitas vezes, em "números" tão somente. "Os governantes alegam que não reajustam a tabela do SUS (Sistema Único de Saúde) porque não têm dinheiro. Só que eles estão lidando com vidas. Eu mesmo faço tratamento há 24 anos, três vezes por semana, quatro horas na máquina e é para a vida toda. Já soubemos de casos, Brasil afora, de pessoas que ficam internadas porque não acham vaga. Então, isso é muito sério e extremamente desumano", lamentou. 
Com sede no Alto do Ipiranga, em Mogi das Cruzes, a Arcat luta pelos direitos dos pacientes renais crônicos  que, conforme destacou Souza, já passam por um tratamento "cansativo e desgastante" e que não deveriam, portanto, ter de se deslocar para longe dos municípios onde residem em busca de vagas. "Vamos ver se alguém lá em Brasília se sensibiliza", torce. (C.I.)