A arrecadação da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) caiu 11,9% neste ano em Mogi das Cruzes, comparado com o mesmo período do ano passado. De janeiro até agora, a Prefeitura arrecadou R$ 6.780.670,02 com a taxa. As informações são da administração municipal.
Na semana passada, os vereadores já tinham discutido o assunto na Câmara. O Legislativo vai convidar representantes da empresa Trajeto Engenharia, que administra o serviço e o secretário de Obras, Walter Zago, para pedir explicações.
Segundo levantamento divulgado pela Prefeitura de Mogi, de janeiro até agora, foram recebidos 6.664 solicitações de manutenção no sistema de iluminação pública. Entre os serviços estão substituições de lâmpadas, equipamentos eletrônicos e outras intervenções. Deste total, 6.421 já foram executadas.
Na semana passada, o vereador Antonio Lino da Silva (PSD) afirmou durante a sessão da Câmara que o valor arrecadado pela CIP era insuficiente para realizar a manutenção necessária no município e que ela não contemplava as ampliações no sistema. Questionada sobre o assunto, a Prefeitura informou que "Para discutir a questão da CIP, foi criado um grupo de trabalho que está em andamento, sendo prematuro ainda tratar sobre alterações na cobrança".
Na ocasião, Silva afirmou que alguns bairros estavam com lâmpadas queimadas, mas as trocas não eram realizadas por falta de recurso. " Hoje, os recursos dão para pagar parte da manutenção e não a expansão. Um braço de iluminação custa R$ 1,2 mil, por exemplo", contou.
Durante a sessão que foi discutida a questão da CIP, o vereador Mauro Araújo (PMDB) defendeu que mudanças precisam ser feitas. "A lei não prevê o quanto deve ser gasto em cada área, com energia, manutenção e expansão. Temos que colocar esse limite. É preciso discutir quanto custará para modernizar o parque de iluminação. Podemos gastar mais no começo, mas no futuro teremos retorno", disse.