Mogi das Cruzes foi o único município do Alto Tietê a estender a vacinação contra a gripe para o restante da população. Já as demais cidades continuarão aplicando as doses somente em pessoas que fazem parte dos grupos considerados prioritários.
A decisão de vacinar os cidadãos que não fazem parte do público alvo da campanha foi anunciada pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira, com a justificativa de que ainda há cerca de 10 milhões de vacinas em estoque em todo o País. O Estado de São Paulo, no entanto, optou por não aderir a ação, alegando que a ampliação depende do recebimento de novas doses.
A divergência entre as partes deixou muita gente confusa. Ontem, nem mesmo algumas Secretarias Municipais de Saúde sabiam se estenderiam a vacinação.
Com isso, muitas pessoas se dirigiram aos pontos de saúde para se vacinar. Algumas delas obtiveram sucesso. Foi o caso do desempregado Sinval Ribeiro de Souza, de 22 anos, que procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Jundiapeba, em Mogi. "Vi no noticiário que a vacina estava liberada e decidi vir tomar. Prevenção é tudo", destacou.
Na mesma situação estava a professora Kelly Cordeiro, de 38 anos, que levou a filha para ser imunizada. "No ano passado ela tomou a vacina e não ficou doente. Este ano ela não faz parte do público alvo, então não poderia se imunizar. Mas quando soube da liberação corri pra vacinar ela, antes que as doses acabem", comentou.
A reportagem esteve também na UBS central de Suzano, onde o movimento não foi alterado. Na ocasião, o secretário municipal de Saúde, Luís Claudio Rocha Guillaumon, destacou que a ampliação da campanha não está descartada. "Ficou a critério dos municípios estender ou não a vacinação".