Em missa celebrada às 18 horas de ontem pelo padre Diogo Shishito, na Capela da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), em memória dos 18 estudantes mortos no acidente na Mogi-Bertioga (SP-98), cerca de 30 pessoas, entre pais, parentes, amigos de sala de aula e até sobreviventes da tragédia relembraram saudosos a vida das vítimas e tentaram buscar na fé o consolo para as irreparáveis perdas.
Otacílio Pereira de Lima Filho, pai de Rita de Cássia, que tinha 19 anos quando morreu e cursava o 2º ano de Enfermagem na faculdade, afirmou que, mesmo um ano depois, o sentimento que predomina é um vazio que não tem como preencher. "Eu tinha mais que uma filha única. Era minha amiga, que se foi por negligência de pessoas que não têm respeito pela vida alheia. E eu quero dizer que o motorista também foi vítima, assim como todos os outros, porque a empresa quer jogar a culpa nele, mas morto não fala, né", assinalou ele, que mora no litoral.
Jario Viana de Oliveira, pai de Guilherme, 19, que estava no 3º semestre de Design Gráfico na UMC, também ficou bastante emocionado ao relembrar o filho e o acidente. "Ele era meu único filho e, apesar de eu saber que a Justiça da Terra é falha, me sinto um pouco aliviado com três responsáveis da empresa virando réus. Dinheiro nenhum vai trazer meu filho de volta, mas eu quero Justiça", recordou Jario. (C.I.)