Juntos, sete municípios do Alto Tietê contabilizam hoje pouco mais de 1,8 mil moradores em situação de rua. Os dados são das administrações municipais e representam apenas uma estimativa. Isso porque o deslocamento destas pessoas de um local para outro impossibilita a obtenção de um indicador concreto.
A maior parte dessa população encontra-se em Itaquaquecetuba. Segundo a Prefeitura, atualmente 730 moradores de rua estão cadastrados. Destes, cerca de 90% são dependentes de algum tipo de droga.
Na tentativa de resgatar esses cidadãos, são realizados, em média, 35 atendimentos ao dia, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social para População em Situação de Rua (CREAS POP) em parceria com a Comunidade Católica Missão Jesus Cristo Acolhedor (CCAMJA). "O objetivo da administração ao fazer as abordagens é oferecer abrigo e a readaptação dessas pessoas às famílias. O trabalho é feito com o apoio de uma equipe técnica da assistência social, que faz a busca ativa seja com visitas duas vezes por semana ou por denúncias. No CREAS POP o usuário recebe café da manhã, almoço, vestuário, banho e atendimento técnico. Além disso, são convidados a participar de palestras e reuniões sócioassistenciais", explicou.
Já a Prefeitura de Poá informou que, em média, 600 pessoas em situação de rua passam pela cidade por mês em busca de atendimento. "Lembrando que este é um público itinerante, não é fixo. O perfil é de pessoas que perderam vínculos com as suas famílias, sendo a maioria por conta do uso de drogas ou algum tipo de transtorno mental", esclareceu.
Em Poá, existe apenas um abrigo com capacidade para atender 30 pessoas. Diariamente, de 25 a 30 cidadãos procuram o local. Mogi das Cruzes, por sua vez, contabiliza um público formado por 236 indivíduos. Destes 156 estão acolhidos em abrigos da cidade e cerca de 80 encontram-se em situação de rua.
Dentre estes andarilhos estão pessoas com longo tempo de rua, muitas vezes etilistas crônicos e que apresentam resistência aos serviços ofertados pelo município; bem como jovens usuários de várias drogas, incluindo crack, e também casos psiquiátricos sem qualquer adesão aos atendimentos em função da condição mental.
A cidade conta com quatro serviços de acolhimento, totalizando 156 vagas, além do Centro Pop, onde 30 pessoas são atendidas diariamente.
Em Ferraz de Vasconcelos, 106 pessoas em situação de rua foram identificadas, sendo 74% munícipes e 26% de outros municípios que estão na cidade de passagem. Para atender a essa demanda, o município conta com uma Casa de Passagem e o Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas).
Já em Santa Isabel há 38 pessoas neste perfil. Atualmente dois abrigos prestam atendimentos a essa população com a oferta de 58 vagas ao todo.
A população de rua de Arujá é composta, em média, por 15 cidadãos. Todos possuem familiares no município e são encaminhados para casa quando abordados por equipes da Prefeitura.
Os demais municípios foram procurados pela reportagem, mas não se posicionaram até o fechamento desta edição.