De cada 206 casamentos realizados nos dez municípios do Alto Tietê entre os anos de 2013 a 2015, apenas um se deu entre pessoas do mesmo sexo. A média foi feita com base em levantamento de dados gerais tabulados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, nos anos de 2013, 2014 e 2015 foram celebradas, oficialmente, 33.440 uniões heterossexuais  e homossexuais em Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Arujá, Salesópolis, Santa Isabel, Arujá e Guararema, dentre as quais, 162 eram entre gays. Vale lembrar que a Resolução que obriga todos os cartórios do País a celebrarem o casamento civil entre cônjuges do mesmo sexo ou mesmo a conversão da união estável em união formal foi aprovada em maio de 2013.
De acordo com as estatísticas do IBGE, embora tenha havido uma evolução no número de casos, os dados mostram que a quantidade de casamentos entre homossexuais, tanto masculinos, quanto femininos, manteve-se estável desde 2013 até 2015, pois no primeiro ano os cartórios registraram na região 51 uniões do tipo, ao passo que no ano retrasado foram 52.
Em 2013, houve 22 casamentos entre cônjuges do sexo masculino no Alto Tietê e 29 entre mulheres, ou seja, 51 uniões, sendo que o município que mais formalizou estes relacionamentos foi Mogi das Cruzes (17 casos). Em seguida, aparece Suzano com 12.
Já em 2014, foram 59 uniões entre pessoas do mesmo sexo, figurando novamente as duas cidades como as que mais registraram casamentos do tipo.
Em 2015, último ano em que foram compilados estes dados pelo IBGE, foram 52 uniões civis homossexuais.
Heterossexiais
Entre os casamentos formalizados entre homens e mulheres, 10.493 foram registrados na região em 2013. Em 2014, foram 11.255 uniões entre casais de sexos diferentes e, em 2015, contabilizados 11.692.
Em 2013, as cidades que mais celebraram casamentos heterossexuais foram sequencialmente: Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos. Em 2014, a tendência praticamente se repetiu e, em 2015, só se inverteu, atipicamente, ao Itaquá passar na frente de Suzano e ficar atrás de Mogi. Contingente populacional e casamentos comunitários podem ter auxiliado no aumento desses números.