A Secretaria de Estado da Saúde rebateu as críticas apresentadas pelo secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, durante a audiência de prestação de contas da pasta realizada na terça-feira na Câmara. As reclamações foram direcionadas para a situação da Maternidade da Santa Casa de Mogi das Cruzes, que sofre com a superlotação.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que "o Departamento Regional de Saúde (DRS), que acompanha a situação da maternidade Santa Casa de Mogi, reitera que nenhuma paciente ficará sem atendimento".
Caso exista essa necessidade, as pacientes serão redirecionadas a serviços de referência, conforme grau de complexidade e pactuação regional, disse a pasta.
Vale lembrar que o SUS funciona em rede e, se houver eventualmente ocupação máxima de leitos em uma determinada cidade, os pacientes podem ser transferidos a outros hospitais da região e do Estado que ofereçam esse recurso, acrescentou o Estado.
Na ocasião da audiência, Cusatis informou que a Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) encaminhava pacientes, mesmo sendo informada com antecedência que a maternidade estava lotada.
Sobre o assunto a pasta estadual afirmou que "não é adequado atribuir ao Cross a responsabilidade pelo encaminhamento das pacientes. Compete à Cross a regulação de urgências e emergências".
Ainda por meio de nota, a pasta informou que faz investimentos na Santa Casa, mas não fez nenhuma menção ao aumento de custeio para ampliação da maternidade, medida solicitada em audiência com o secretário de Estado da Saúde, David Uip.
"É importante destacar que o Governo do Estado auxilia continuamente a Santa Casa de Mogi das Cruzes".
De acordo com a secretaria, desde o ano de 2015, já foram repassados R$ 2,9 milhões para a referida entidade. Além disso, os convênios vigentes totalizam R$ 26,7 milhões, complementou a nota enviada. (L.N.)