Moradores da avenida Otto Maria, localizada no Parque Marengo, cobram providências por parte da Prefeitura de Itaquaquecetuba para que seja feita a limpeza de uma área que margeia a via pública, bem como para que a administração municipal perceba o risco que a comunidade corre de contrair alguma doença no local ou mesmo de ser vítima da violência. A via fica a poucos metros da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro, onde o Dat esteve anteontem para verificar a denúncia de que ocorria demora de meses no agendamento das consultas.
A dona de casa Erika Guimarães Noronha, de 29 anos, conta que há muito tempo a avenida Otto Maria está abandonada e suja, sem receber a visita de equipes de manutenção da Prefeitura. "Parece até piada essa rua ser chamada de avenida, porque nem asfaltada é. E pagamos impostos do mesmo jeito de quem mora nas ruas de cima, que possuem asfalto. Olha quantos buracos e esgoto correndo a céu aberto aqui", afirmou, mostrando para a reportagem alguns pedaços de telhas, que foram colocados pela própria população para nivelar um dos buracos no solo de terra batida. "Se não é a gente que coloca, ninguém vem. Se agora que o tempo está seco já está ruim assim, imagina quando chove. Fica intransitável", exemplifica.
Para a vizinha dela, Maria de Fátima Santana da Silva, 42, não é só a rua que prejudica os moradores e motoristas, quando estes saem de casa. "As lâmpadas dos postes estão todas queimadas e à noite isso vira um breu só. É o maior perigo andarmos na rua. Nós temos muito medo", afirmou.
Danilo Pinheiro Santos, 21, também destacou os riscos que uma grande área cheia de mato traz para a comunidade. "Atrás desse terreno tem o rio Tietê e faz tempo que isso aqui não vê uma limpeza ou corte de mato. Ontem (anteontem) mesmo, à noite, uma cobra pequena passou perto do meu pé na calçada, provavelmente vinda desse matagal. Tive que matar o bicho", explicou.
Keli Vendramini, 43, que tem uma filha de 8 anos e mora próxima ao terreno cheio de mato e em frente à rua esburacada e o vazamento de esgoto, conta que quando chove a via fica realmente intransitável. "Estamos abandonados aqui. Alguém tem que fazer alguma coisa por nós", comentou.
Consultada sobre os problemas, a Prefeitura não deu retorno à reportagem.