As fortes chuvas que atingiram Mogi nos últimos dias causaram pontos de acúmulo de água, como os registrados ontem na região central de Jundiapeba, próximo à avenida Lourenço de Souza Franco. No dia anterior, as equipes das Secretarias Municipais de Serviços Urbanos, Segurança e Transportes foram mobilizadas para minimizar os efeitos da forte chuva que caiu sobre Mogi das Cruzes na noite da última segunda-feira. Na ocasião, o índice pluviométrico registrado foi de 59,3 milímetros - acima de 30 milímetros. O sistema de drenagem garantiu o escoamento gradativo da água na cidade.
O secretário municipal de Serviços Urbanos, Dirceu Lorena de Meira, explicou que os funcionários começaram a atender ocorrências na própria segunda-feira, assim que a chuva começou: "Houve quedas de árvores e mobilizamos as equipes para percorrer os bairros. Foram feitas ações de corte de galhos, poda e limpeza nas ruas. Ficamos de prontidão até por volta das 23 horas e recomeçamos o rescaldo nesta terça-feira (ontem) bem cedo, fazendo um pente fino nos bairros e na região central", disse.
Na segunda-feira não houve alagamento no túnel da praça Sacadura Cabral. Duas equipes da Guarda Municipal estiveram no local, uma por volta das 18 horas e outra por volta das 19 horas. Ambas não identificaram qualquer problema. As bombas de drenagem funcionaram normalmente. Em razão do grande volume de água, uma enxurrada desceu pelo túnel, o que pode ter assustado alguns motoristas.
O secretário municipal de Segurança, Paulo Roberto Madureira Sales, ressaltou que as equipes permanecerão em estado de alerta durante todo o verão, estação em que as chuvas intensas são comuns principalmente no fim da tarde e início da noite, como ocorreu segunda-feira.
Árvores
A Defesa Civil registrou a queda de duas árvores na parte interna da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), que obstruíram a calçada e parte da rua Manoel Bezerra Lima Filho. Uma equipe da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos fez a retirada do material. Também foi registrada a queda de um galho de médio porte da parte interna da E.E. Dr. Washington Luiz, atingindo a rede elétrica da rua Dom Antônio Cândido de Alvarenga, anteontem. Com isso, houve queda de energia no Centro Cívico. 
O rio Tietê estava com nível de 2,62 metros - o risco de transbordamento ocorre a partir de 3,60 metros. O Semae informa que, nesta época do ano, com as chuvas fortes, é comum aparecerem os efeitos das ligações de águas pluviais conectadas na rede de esgoto. Estas ligações são irregulares e acabam sobrecarregando o sistema de drenagem.