A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou convênios entre a prefeitura e a Caixa Econômica Federal para execução do trabalho social e da gestão condominial e patrimonial do Conjunto Residencial Apoema I e II. As 600 unidades do "Minha Casa, Minha Vida" foram entregues na última semana com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
O presidente Mauro Araújo (PMDB) ressaltou que o Legislativo tem papel fundamental nos programas habitacionais na cidade. "Sinto-me responsável por esses empreendimentos, pois lutei por quatro anos para que fossem implantados. Procuramos a Caixa, demonstramos a demanda da cidade e ajudamos na escolha do terreno, além de aprovar os projetos. Sabemos como é importante o sonho da casa própria. Não há como negar a importância desse programa, principalmente para as pessoas mais simples", destacou.
Carlos Evaristo (PSD) ressaltou que todas as pessoas que são beneficiadas pelo programa estão inclusas no cadastro municipal de 2009. "Os convênios com os governos federal e estadual trazem grandes benefícios. É importante observar a seriedade com que a Câmara trata a nossa população. As inscrições para o programa integram o mesmo cadastro que nunca mudou. Não há interferência política nessa questão", acrescentou.
Já Iduigues Ferreira Martins (PT) disse que as pessoas têm reclamado da falta de transparência na escolha dos beneficiados. Araújo rebateu informando que as regras para sorteios das famílias foram estabelecidas pelo governo federal e que o município não tem gerência sobre o assunto.
Antonio Lino da Silva (PSD) reforçou que o programa ajudou a erradicar as favelas de Mogi. "Na Região Metropolitana, Mogi foi a cidade que mais construiu moradias para as pessoas de baixa renda", disse.
Insatisfação
Durante a sessão, o presidente do Legislativo fez uma "cobrança pública" em relação a um possível apoio a um determinado candidato a vereador. Ele disse que recebeu reclamações sobre "uma pré-disposição por parte do gabinete do prefeito Marco Bertaiolli (PSD) por candidato A ou B" e que os vereadores estão incomodados com o fato, pois estaria sendo usada a "máquina pública".