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Localizados às margens da rodovia Presidente Dutra, em Arujá, bairros como Cachoeira, Copaco e Estância Pacaembu, carecem de melhorias em infraestrutura e os moradores se queixam da falta de manutenção na comunidade. Além de contarem com apenas uma escola nas proximidades, para atender aos alunos do ensino fundamental, os munícipes da localidade enfrentam problemas com o perigo da travessia na pista e a falta de passarela, ponto de ônibus sem cobertura, ausência de uma unidade de saúde mais próxima e a falta de uma creche.
Conforme o construtor Israel Antônio do Prado, de 48 anos, a Prefeitura de Arujá atendeu algumas reivindicações, mas ainda há muito o que se fazer. "Frequentemente pago com meu dinheiro para capinar a entrada do bairro, porque fica cheio de mato. Peço às autoridades, mas como demoram, eu mesmo mando fazer o serviço", descreveu.
E o trabalho do morador, que nasceu no bairro Cachoeira, não se restringe somente à limpeza pública. "Também já fiz quatro placas com nomes de ruas e outras de sinalização do trânsito dentro do bairro, porque também já pedi e não fui atendido. Coloquei uma no poste, por exemplo, para o caminhão de lixo não subir a ladeira, porque frequentemente, tombava", detalhou.
Em uma das placas, ele homenageou o irmão Zaqueu Antônio do Prado, morto ao ser atropelado na Dutra, ao colocar o nome dele em uma viela, que tem uma escadaria feita também com recursos próprios. "Esse nome não foi aprovado pelas autoridades, mas há outras placas que fiz, cujos nomes foram autorizados, que tive de mandar confeccionar as placas e instalá-las", comentou.
Prado, que não é candidato a nenhum cargo político, também já colocou uma placa de alerta aos moradores, para que coloquem o lixo nos cestos públicos, da forma correta. "Minha única preocupação é com a comunidade e quando peço e a prefeitura não faz, eu vou lá e faço", afirmou.
Ele também pinta as faixas indicativas no pavimento da entrada do Cachoeira, para disciplinar o tráfego e o estacionamento dos carros.
Entre os bairros Copaco e Vista Alegre, moradores também se queixam do risco que as crianças correm quando o ônibus escolar quebra e elas têm de atravessar a Dutra. Eles também pedem mais benfeitorias em Saúde e Educação. "Tenho um filho especial, que tem convulsões e, quando preciso, só tenho o posto de saúde do centro de Arujá como opção para levá-lo. Há uma área abandonada também no bairro, que eu acho que poderia abrigar uma creche", sugeriu a dona de casa Eunice Silva, 40.
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