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"O nosso grande rival é o tempo. Quando há vítimas envolvidas, não temos como parar para pensar e planejar. É preciso agir imediatamente, colocar em prática aquilo que fomos treinados para fazer". A frase é utilizada pelo 1º tenente do 17º Grupamento de Bombeiros, Fernando de Lima Borges, na tentativa de exprimir a experiência daqueles que tem como missão evitar que vidas sejam perdidas.
Tendo atuado à frente de grandes ocorrências, como o incêndio que tomou conta de um dos galpões de armazenagem de bobinas de papel da Companhia Suzano Papel e Celulose, em maio; a tragédia com o ônibus de universitários que capotou na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) em junho; e o desabamento do teto de uma igreja, em Diadema, Borges descreveu à reportagem os diferentes métodos de atuação aplicados em cada ocorrência. "Situações onde não há risco de morte iminente costumam ser mais tranquilas, porque a gente tem tempo para montar uma estratégia, pensar no que fazer. Então é possível calcular cada passo, evitando até mesmo de colocar o bombeiro em uma posição arriscada", comentou.
No ato da entrevista era realizado trabalhos de rescaldo em um galpão de reciclagem na rua Dolores de Aquino, em Jundiapeba, onde um incêndio havido sido iniciado na noite anterior. Na ocasião, o tenente destacou a necessidade de estar sempre em alerta. "Em uma escala de 0 a 5 essa ocorrência tem um grau de dificuldade de 2,5. A preocupação sempre existe. Embora não tenha uma vida em perigo, há possibilidade da estrutura desmoronar sob as casas vizinhas. E é isso que temos que evitar. Mas, como disse antes, aqui temos tempo para agir", concluiu. (S.L.)
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