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Memorável e emocionante. Assim ouviu-se de alguns dos milhares de suzanenses reunidos durante o revezamento da Tocha olímpica, que aconteceu na manhã de ontem.
Após discursos de apresentação, o revezamento teve início por volta das 10 horas, a partir da praça João Pessoa, na área central, até o Paço Municipal, onde estavam muitas famílias que prestigiaram a cerimonia do principal símbolo das Olimpíadas, que percorreu as ruas da cidade.
Escolhida entre as mais de 300 cidades do País para receber o revezamento da Tocha, Suzano, assim como Mogi das Cruzes, foi um dos selecionados no Estado de São Paulo. Ontem, era possível encontrar rostos emocionados e contentes de pessoas que nunca imaginaram poder chegar tão perto da Chama Olímpica.
A costureira Rosani Dias Alves, de 50 anos, ressaltou que a data foi histórica para o município. "Foi um momento que iremos contar para os nossos filhos, netos e a futura geração. Nunca imaginei ver a Tocha tão de perto", contou.
A aposentada Aparecida Maria Fiuza, aos seus 71 anos, saiu com a família e amigos da cidade de Poá, onde moram, para prestigiar o tão aguardado evento em Suzano. "Senti-me realizada e ficaria muito frustada se não tivesse visto a Tocha Olímpica. É uma data que vou guardar para sempre e dizer para todos que estive presente", discursou emocionada.
Também de Poá, a costureira Carmen Miguel da Silva Nascimento se surpreendeu com a grandiosidade da solenidade. "Foi melhor do que eu imaginei", destacou.
No local, era possível encontrar um clima familiar de pais, filhos e netos, que juntos abraçaram o espírito esportivo e fizeram a data se tornar inesquecível. Para a escoteira Brenda Vellegas, de apenas 15 anos, que estava com o 27º Grupo de Escoteiros de Suzano, foi emocionante. "É bem legal poder ver a Tocha de perto e ainda na nossa cidade."
A autônoma Marcela Cipriano, 24, veio com toda a família para as ruas da cidade ver a Tocha passar e, apesar de conseguir ver pouco o símbolo olímpico, o esforço valeu a pena. "Estou lisonjeada. Sou fã do esporte e sempre pratiquei na minha vida. Mas nunca tinha imaginado passar por esse momento", afirmou.
Já para o advogado Rafael Liberati, o evento foi importante, porém, ainda há muito o que avaliar. "É um evento muito grande que favorece apenas a minoria da população", analisou ele negativamente a cerimônia. De acordo com Liberati, é preciso incentivar também outras áreas e não só a esportiva.
* Texto sob supervisão do editor.
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