Três municípios do Alto Tietê concentram 35 médicos do programa Mais Médicos, do governo federal. Deste total, 18 são estrangeiros. Suzano e Ferraz de Vasconcelos são as cidades que possuem o maior número de médicos, existem 13 em cada uma. Arujá, conta com nove profissionais do programa, dos quais seis são de outros países.
O programa atende em diversas cidades do Brasil e tem o objetivo de ampliar o serviço na rede básica de saúde. Existem municípios que contam com os profissionais desde 2013. É o caso de Suzano, que atualmente possui oito médicos cubanos, três brasileiros, um argentino e um boliviano atendendo na cidade. "O número (de médicos) é pactuado pelo município. A vinda de mais profissionais está condicionada a novas equipes, o que não está previsto no momento. Eles atuam no Programa Saúde da Família nas regiões do Boa Vista, Palmeiras e centro", informou a prefeitura, em nota.
A Secretaria de Saúde de Suzano tem uma avaliação positiva do programa: "A iniciativa ajuda a fortalecer as equipes de atenção básica, além de prever ações voltadas à infraestrutura e expansão da formação médica nos municípios".
Em Ferraz, os médicos do programa atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Vila Jamil, Antônio Nhan, Bela Vista, Vila São Paulo, São Lázaro, Jardim Rosana, Vila Margarida e Jardim Yone. No decorrer dos últimos anos, a cidade recebeu 14 profissionais e apenas um se desligou. Dos 13 médicos que atendem no município, 11 são brasileiros que cursaram faculdade no exterior e dois são cubanos. De acordo com a prefeitura, o projeto tem grande importância para a cidade. "São estes profissionais que atendem em 76% das equipes de Saúde da Família, com um alcance possível de 58.500 munícipes a serem assistidos por eles", informou.
Em Arujá, existe um médico mauritano, três brasileiros e cinco cubanos. Eles atendem no programa de Estratégia Saúde da Família e nas UBSs do Parque Rodrigo Barreto, Jardim Emília, Jardim Real e Mirante. Dos profissionais que atuam no município, oito chegaram em 2013 e um nos últimos meses. Os contratos terminariam neste mês, mas foram prorrogados até novembro.
O secretário de Saúde de Arujá, Eduardo Ferreira, analisou que o Mais Médicos foi crucial para a cidade. "O programa foi fundamental para o provimento de médicos no município e possibilitou ampliar a cobertura na atenção básica. Foi importante para a implantação da Estratégia Saúde da Família. Hoje, os médicos do programa ficam nas unidades de segunda a sexta, das 8 horas às 17 horas, e atendem, em média, 32 munícipes por dia. O serviço externo abrange parcialmente o território de Arujá, disponibilizando atendimento domiciliar para 42 mil pessoas", ressaltou.
A reportagem também entrou em contato com as prefeituras de Itaquaquecetuba e Poá, mas não obteve retorno.