Os familiares das vítimas do acidente envolvendo um ônibus de estudantes na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) se reunirão amanhã, data em que a tragédia completa um mês, para depositar flores e fazer uma oração no ponto em que o coletivo tombou.
De acordo com o advogado da família de alguns dos mortos, José Beraldo, os participantes pedirão justiça para o caso, que vitimou 17 estudantes de universidades de Mogi e o motorista do veículo.
O defensor apresentou ontem uma cópia do laudo da perícia que foi elaborado pelo Núcleo de Física do Instituto de Criminalística (IC) da polícia. No documento é confirmada a deficiência no sistema de frenagem do veículo devido ao desgaste excessivo dos tambores dos freios dianteiros, que deveriam ter sido substituídos por novos, demonstrando manutenção inadequada do ônibus.
"Na ação que estamos entrando de cada vítima, estamos solicitando que os proprietários da empresa de ônibus tenham os bens bloqueados para garantia das futuras indenizações e que vá a júri popular, pois se trata de dolo eventual, onde se assume o risco de matar oferecendo um serviço de péssima qualidade em um ônibus sem condições de trafegar", explicou Beraldo.
Ele afirmou ainda que entrará semanalmente com as ações indenizatórias das vítimas contra a Prefeitura de São Sebastião também, que contratou a empresa União do Litoral.