Comerciantes e usuários do transporte público mogiano reclamam da falta de segurança no Terminal Central. Segundo os reclamantes, o problema se intensificou desde que a Guarda Civil Municipal (GCM) passou a atuar no local apenas por meio de rondas.
A constante presença de andarilhos e ambulantes é a principal preocupação dos entrevistados pelo Grupo Mogi News. Outra queixa refere-se ao mau uso do espaço. Isso porque segundo eles é frequente ver pessoas andando de skate e até mesmo bicicleta no prédio.
Segundo os relatos, a sensação de insegurança aumentou depois do incidente ocorrido no mês passado, onde um dos caixas eletrônicos do local foi explodido por criminosos.
"Depois que a guarda saiu daqui a coisa piorou. É uma bagunça e muita gente fica com medo. Eles ( os guardas municipais) aparecem de vez em quando, mas as rondas não são suficientes", relatou a comerciante Sonia Santos, que atua em uma lanchonete localizada dentro do terminal.
Opinião semelhante é compartilhada pela promotora de vendas Roseli Motta, de 43 anos. "Aqui entra tudo quanto é gente, ficam muitos ambulantes circulando. Houve as questões dos roubos. Então como não tem ninguém olhando, a gente fica com medo", comentou.
Outro usuário que preferiu não se identificar contou que a noite a situação é ainda pior. "Durante o dia, mesmo nas primeiras horas, o terminal é bastante movimentado, então não há tanto receio. Porém, a noite, por volta das 22, ou 23 horas, é bastante complicado. Se uma mulher estiver passando sozinha, nada impede que seja assaltada. Os ônibus ficam todos encostados e tem lugares mais desertos. Minguem vê nada. O ideal era que tivesse a presença da guarda municipal 24 horas", afirmou.
Procurada pela reportagem a Secretaria Municipal de Segurança Pública informou que essa possibilidade deverá se concretizar em breve. "Frente às solicitações que vem recebendo, a Secretaria manterá uma equipe fixa da Guarda Municipal no Terminal Central", concluiu. (S.L.)