"Momento único", "Sensação maravilhosa", "Indescritível", "Presente de Deus". Estes eram os principais comentários de alguns dos revezadores minutos após conduzirem a Tocha Olímpica por Suzano, na manhã de ontem.
A maioria, tomada pela emoção, mal conseguia esboçar reação. Foi o caso do jovem atleta Flávio Augusto Marques. Com apenas 14 anos, ele, que é vice-campeão sul-americano de Taekwondo, foi o primeiro a conduzir a Chama Olímpica da praça João Pessoa até a rua Monsenhor Nuno. Flávio resumiu a emoção como o "início do sonho rumo a 2020", já que ele almeja disputar a próxima Olimpíada.
Para o gerente-geral de compras Luiz Antônio Torres, 53, que recebeu patrocínio da Coca-Cola, percorrer 200 metros pela movimentada rua Benjamin Constant foi um misto de "ansiedade" e "responsabilidade".
Valter Frazão atribuiu a sensação de conduzir a Tocha pelas ruas de Suzano como "um momento excepcional". "É difícil explicar, porque ao estar com a Tocha Olímpica a gente fica mais determinado. Uma energia muito positiva", disse.
O servidor público Anselmo da Silva de Melo, 41, o "Espingarda" era só sorrisos. "É um momento único", disse ele, um dos condutores mais aplaudidos pela população.
O dono de uma quitanda Nelson Takeshi Ueno, 52, também não conseguia conter o entusiasmo de conduzir a tocha olímpica. Ao fim do percurso de 200 metros, próximo do cruzamento das ruas Benjamin Constant e Konoe Endo, ele resumiu o momento como uma "sensação maravilhosa". Mesma síntese feita por Juliana Seguedin, que conduziu a tocha pela rua Regina Cabalau Mendonça. 
Leonardo Melo, que percorreu o trecho inicial da rua General Francisco Glicério, acredita ter vivido um "momento mágico e único" em sua vida. 
Para o nadador suzanense Felipe França, que estará no Rio de Janeiro, ser o 29º condutor da tocha na cidade e transmiti-la para a lanterna que seguiu para Mogi das Cruzes foi um misto de "honra" e "presente de Deus" para as provas que disputará na Olimpíada. "Toda a força e energia positiva que recebi seguem comigo em busca da medalha", declarou. 
A paratleta Carolina Aparecida Alves, indicada como atleta símbolo da festa em Suzano, estava visivelmente emocionada e quase não conseguiu conter as lágrimas ao tocar a Tocha ao fim do percurso. "É uma energia, uma sensação tão intensa que não dá para descrever. Estar aqui é como viver um sonho".