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A Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) no Alto Tietê ocupa a 22ª posição em ranking sobre a participação de 39 regiões paulistas, responsáveis por 28,4% do montante vendido pelo Brasil no mercado global no 1º semestre de 2016. Apesar da queda na remessa de produtos ao exterior, ao Alto Tietê manteve a mesma posição registrada em 2015 no cenário estadual.
Pesquisa elaborada pelo Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) em conjunto com o Departamento de Relações Exteriores (Derex) do Ciesp e da Fiesp, a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mostra que as exportações dos oito municípios que compõem o Ciesp Alto Tietê no 1º semestre de 2016 caiu 3,4%, em relação ao mesmo período de 2015, passando de US$ 399, 1 milhões para US$ 385,3 milhões.
As importações caíram 28,6%, passando de US$ 694,1 milhões para US$ 495,9 milhões, entre o 1º semestre de 2015 e o mesmo período de 2016. A corrente de comércio regional teve retração de 19,4%, indo de US$ 1,09 bilhão para US$ 881,2 milhões.
O saldo da balança comercial, no 1º semestre de 2016, foi deficitário em US$ 110,5 milhões, enquanto no mesmo período de 2015, o saldo foi deficitário em US$ 295, 1 milhões, uma queda de 62,5%.
"Esses resultados refletem o difícil momento da indústria de transformação brasileira, a qual tem registrado os menores índices de produção da sua história. O que nos preocupa é a redução também nas exportações, pois o mercado internacional tem sido a melhor opção diante da recessão no cenário interno. Se as vendas lá fora estão reduzidas, é porque as nossas empresas estão enfrentando dificuldades para competir com os concorrentes", avalia José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê.
Nas exportações do Alto Tietê, os destaques são: papel e cartão, obras de pasta de celulose, de papel ou de cartão (US$ 108,6 milhões); reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes (US$ 49,0 milhões) e produtos farmacêuticos (US$ 29,6 milhões). Os principais destinos das exportações da região foram: Estados Unidos (23,7% do total exportado); Argentina (17,0%) e China (5,9%).
Nas importações da região, os destaques são: produtos farmacêuticos (US$ 109,9 milhões); reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos e suas partes (US$ 85,5 milhões) e produtos químicos orgânicos (US$ 58,9 milhões). As principais origens dos produtos importados pela região foram: Estados Unidos (19,6% do total importado); Alemanha (18,0%) e França (15,2%).
O município de Suzano é o principal exportador do Alto Tietê, respondendo por 70,1% das exportações da região. O município de Suzano também é o principal importador da região, respondendo por 67,3% das importações.
No acumulado de janeiro a março de 2016, o saldo da balança comercial do Estado de São Paulo foi deficitário em US$ 75,3 milhões. Com uma corrente de comércio de US$ 24,2 bilhões no período, as transações comerciais do Estado representaram 29,8% do total negociado pelo Brasil
As exportações do Estado movimentaram US$ 12,0 bilhões, registrando queda de 1,5% emrelação ao acumulado no mesmo período de 2015. Já o volume importado somou US$ 12,2 bilhões, uma queda de 30,8%, nos mesmos termos.
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