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O que era para ser um dia de lazer terminou com uma pessoa detida e uma criança ferida no pescoço por linha cortante, durante o encontro de pipas que aconteceu no Parque Municipal Max Feffer, em Suzano. Na ocasião, até os Guardas Civis Municipais (GCMs) foram alvos de agressões e tiveram a viatura apedrejada por vândalos.
O evento ocorreu no último domingo foi marcado por meio de redes sociais, mas a Secretaria de Defesa Civil e Social informou que estava monitorando o encontro, que não foi comunicado oficialmente à administração municipal. "Mesmo assim, a GCM enviou todas as viaturas disponíveis para o parque no último domingo, logo cedo", afirmou a pasta, destacando que o parque reuniu cerca de três mil pessoas.
Os GCMs, inclusive, apreenderam todas as linhas cortantes. Segundo a Defesa Civil, muitas pessoas conseguiram burlar a fiscalização da GCM, passando com os materiais irregulares pelas cercas do parque, longe das portarias.
A GCM tentou coibir o uso de linhas cortantes para evitar acidentes no espaço, que também tinha a presença de muitas famílias com crianças. Na tentativa de impedir o uso de materiais que ofereciam riscos, algumas viaturas foram apedrejadas por vândalos e a Polícia Militar precisou ser acionada para dar apoio aos agentes.
Durante a fiscalização, um homem de 24 anos foi flagrado fazendo o uso de linhas cortantes. Ele foi detido e encaminhado à delegacia, onde foi elaborado um termo circunstanciado por resistência, já que, no momento da abordagem da GCM para apreender o material, o rapaz reagiu e agrediu um agente.
O uso de linhas cortantes também causou um acidente. Um menino cadeirante, de 12 anos, foi atingido no pescoço pelo material, conhecido como linha chilena. e ficou levemente ferido. A criança foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Pronto Socorro Municipal e liberado, em seguida. O pequeno passeava com a família, que veio de Itaquaquecetuba para passar um domingo no parque.
A Secretaria Municipal de Defesa Civil e Social destacou que realiza ações durante todo o ano, em conjunto com a GCM, para a conscientização de jovens não fazerem o uso de linhas cortantes. A pasta disse que esses trabalhos são intensificados nas férias.
"As linhas que utilizam cerol (vidro moído e cola) e pó de alumínio possuem uma enorme capacidade de corte e provocam ferimentos profundos que são potencialmente mortais quando atingem a região do pescoço, e quando não mata, deixam sequelas terríveis nas vítimas", ressaltou por meio de nota.
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