Os candidatos que realizaram a prova para o concurso público de procurador jurídico da Prefeitura de Mogi das Cruzes, referente ao edital 11/2015, têm até o próximo dia 5 de agosto para solicitar o reembolso da taxa de inscrição.
Conforme já noticiado pelo Grupo Mogi News, a prefeitura decidiu cancelar o certame após acatar sugestões dadas pela Comissão de Sindicância, por ela instaurada, que apurou a possibilidade de irregularidades na realização do processo seletivo cujas provas foram aplicadas pela Coordenadoria de Apoio a Instituições Públicas (CAIP), unidade organizacional vinculada à Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).
Para obtenção do ressarcimento o candidato deverá enviar para o e-mail [email protected] alguns dados pessoais, sendo eles: nome completo; números de CPF, RG e de inscrição; endereço completo registrado na inscrição, além de dados bancários tais como nome de banco e números da conta bancária.
O solicitante será ressarcido do valor pago como taxa de inscrição, corrigido pelo IPC da FIPE. O depósito será realizado até o dia 31 de agosto.
O concurso
O certame em questão foi realizado no dia 4 de outubro. Ao todo, 526 pessoas se inscreveram para o cargo. Havia apenas uma vaga para procurador jurídico. O salário oferecido a esse profissional é de R$ 6.040,17.
O mesmo concurso havia sido suspenso pela Justiça em outubro do ano passado, sob a justificativa de possíveis indícios de favorecimento. Posteriormente a suspensão estendeu-se também para os demais 31 cargos. Atualmente, uma ação popular encontra-se em andamento para averiguar o caso.
Questionada pela reportagem sobre como fica a situação das demais vagas que compõem o edital a administração municipal informou que "não existe qualquer denúncia de irregularidade no concurso para os demais cargos. A prefeitura, inclusive, já obteve decisão do Tribunal de Justiça para contratar, de forma emergencial, candidatos aprovados para cargos com demanda elevada, como professor, motorista, agente de vetores, médico e fonoaudiólogo", disse.
Já em relação à aplicação de uma nova prova para a função de procurador jurídico informou que "está estudando a questão e ainda não há definição a respeito", concluiu.