Ao longo do primeiro semestre deste ano, o 17º Grupamento de Bombeiros, em Mogi das Cruzes, atendeu 5 mil ocorrências. Os dados são do Sistema de Informações Operacionais da Policia Militar (SIOPM) e incluem chamados diversos, como incêndio, resgate de vítimas e acidentes.
Entre os atendimentos contabilizados estão ocorrências de grande impacto e que tiveram grande repercussão na mídia, gerando comoção não apenas entre os moradores do Alto Tietê, como o acidente ocorrido na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) no último dia 8 de junho, no qual um ônibus que levava universitários de Mogi para São Sebastião capotou, matando 17 estudantes e o motorista.
De acordo com o subcomandante do 17ºGB, major Alexandre Rodrigues dos Passos, o resgate das vítimas pode ser considerado um dos trabalhos mais difíceis dos últimos tempos. "No nosso serviço não tem uma previsibilidade de eventos. Então você pode passar um grande período tranquilo, sem ocorrências grandiosas e, de repente, as coisas começarem acontecer uma após a outra, como tem sido ultimamente. Mas com certeza o incidente com o ônibus universitário foi a mais chocante e a que mais impactou, não apenas os familiares, amigos e a sociedade em geral, mas também os bombeiros que participaram do socorro", disse.
Segundo Passos, em situações como esta, o grande desafio é controlar o lado emocional e manter o profissionalismo. "Você tem que atender, ter frieza e não deixar a emoção dominar. É preciso fazer o que tem que ser feito para tentar reduzir os danos e a perda de vítimas . Mas nem por isso nós bombeiros deixamos de ter o lado humano, de sentir a tristeza e a dor do ato que ocorreu", comentou.
O 17º Grupamento de Bombeiros foi criado por meio do decreto Estadual número 57.896, de 23 de março de 2012. Sua abrangência compreende os municípios de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Salesópolis e Suzano. No entanto, dependendo da gravidade de determinada ocorrência, o efetivo também é deslocado para outras cidades da região metropolitana.
"As viaturas são espalhadas por cidade e cada uma tem um dimensionamento conforme a necessidade e a estrutura, pois muitas são compradas pelas prefeituras. Mas quando tem casos de grande vulto, a gente também deixa os carros a disposição de outros grupamentos. Equipes de outras localidades também acabam vindo para cá quando necessário".