Calculadora na mão e carrinhos com menos produtos. Quem observa os supermercados de Mogi das Cruzes e região consegue notar a mudança nos hábitos de quem faz as compras de casa, pois os preços dos produtos nas prateleiras assustam. É o caso do feijão, cujo quilo varia de R$ 11 a R$ 14. Mas, depois dele, o arroz e o leite figuram como os maiores "vilões da inflação", já que o pacote de arroz, de cinco quilos, custa de R$ 13 a R$ 20 e o leite, em média, chega a mais de R$ 4.
A professora Marcia Camargo Santana, de 55 anos, diz que o aumento não corresponde com o salário mínimo do País. "Faço compras mensais e, a cada período, percebo que estou pagando mais caro e levando menos produtos", comentou, indignada.
Para tentar evitar gastos maiores, ela conta que optou por substituir alguns alimentos, como o feijão carioca pela lentilha, e avaliou a qualidade dos demais produtos que, segundo ela, também tiveram aumento, como é o caso da batata, tomate e alface. "Muitas vezes deixo de comprar o alimento devido à péssima qualidade e não pelo preço", afirmou.
Para a agricultora Luciene Bezerra da Silva, o jeito é pesquisar os preços e aproveitar as ofertas. "Sempre venho ao mercado com uma lista de compras. Entretanto, nem sempre acabo levando todos os produtos por conta do preço alto. A solução é calcular o que dá para levar", contou.
A estudante Fernanda Julia, 17, que acompanha a família nas compras da semana, também lembrou da péssima qualidade de algumas verduras e dos preços altos. 
Já para o motorista Edvaldo Rodrigues, 43, que estava colocando em seu carrinho de compras caixas de leite, no momento em que foi abordado pela reportagem, quando o assunto é alimentação, vale a pena pagar mais caro." Não me importo em pagar mais pela qualidade do produto que estou acostumado a comprar", informou.
* Texto sob supervisão do editor.