O 1º Seminário de Habitação do Alto Tietê, organizado pela Câmara Técnica de Habitação do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), reuniu autoridades referências na área habitacional. Um dos principais assuntos discutidos foi a regularização fundiária.
Entre os palestrantes estiveram o presidente do programa Cidade Legal, Renato Goes; o arquiteto Ciro Pirondi, diretor da Escola da Cidade e doutor pela Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona; o oficial de Registro de Imóveis da Comarca de Santa Isabel, Tarcísio Wensing; bem como arquiteta e urbanista da Prefeitura de Suzano, Consuelo Gallego; e a bióloga e secretária de Meio Ambiente e Planejamento Urbano de Guararema, Solange Wuo.
O seminário contou ainda com as apresentações dos advogados, Miguel Reis Afonso, diretor de Patrimônio da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab) e Edilson Henrique Mineiro, da União dos Movimentos de Moradia (UMM-SP).
A expectativa era de que o presidente do Condemat e prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (PSD), realizasse a abertura do evento, no entanto, por conta de outros compromissos, ele não pôde comparecer, nem mesmo para o encerramento das atividades.
Na ocasião, o chefe do executivo foi representado pela secretária municipal de Assuntos Jurídicos, Dalciani Felizardo, que destacou a importância da realização de eventos como este. "É um seminário que reúne os municípios do Alto Tietê e isso é importantíssimo para que eles conversem, troquem experiências e caminhem juntos nessa solução para as questões habitacionais, porque os problemas que eles enfrentam são muito semelhantes", disse.
Essa troca de experiências também foi destacada pelo presidente do programa Legal, Renato Goes. "Estamos tentando conscientizar em relação à regularização fundiária, que é um tema ainda bastante desconhecido. Então, a nossa intenção, entre outras prioridades, é demonstrar que o Estado tem essa parceria com o Condemat e com os municípios que, por sua vez, é parceiro dos moradores desses bairros irregulares. Além disso, é uma forma de fomentar essa regularização, pois quando há envolvimento de todas as partes, a gente mostra que o poder público está unido para trabalhar para esse problema habitacional", comentou. (S.L.)