O vereador Protássio Ribeiro Nogueira (PSD) apresentou ontem uma indicação, para que a Prefeitura de Mogi das Cruzes realize estudos para a implantação de um crematório municipal.
De acordo com o parlamentar, a instalação do serviço acabaria com o problema de escassez de vagas nos cemitérios. Nogueira ressaltou que a medida não demandaria grandes investimentos da administração municipal e que o crematório poderia ser criado na modalidade de Parceria Público-Privada (PPP).
Segundo Nogueira, o município possui áreas que podem abrigar o crematório. "Não vejo o serviço apenas como saída para a falta de vagas nos cemitérios, mas como uma evolução. Não é porque temos um grande território que não precisamos pensar nisso, possuímos muitas áreas de proteção de mananciais e de proteção permanente, que impossibilitam a criação de cemitérios. O crematório seria um caminho para essa questão", destacou.
Para o vereador, o crematório poderia beneficiar outras cidades da região. "Alguém que morra em Poá ou Suzano pode ser cremado, mas mediante uma taxa. Ele poderia atender a qualquer município e ajudaria os locais, pois há pouco tempo a cidade de Biritiba Mirim teve problemas por falta de cemitério", destacou.
Em 2005, o então prefeito de Biritiba, Roberto Pereira da Silva, o Jacaré, criou uma lei que "proibia os moradores de morrerem", por falta de espaço no cemitério da cidade. 
O parlamentar defendeu que a implantação do crematório não demandaria um grande investimento do município.
Ele acredita que a criação do serviço custe em torno de R$ 300 mil.
"Não é necessário uma grande estrutura, pois é apenas um forno. Existe uma CEV (Comissão Especial de Vereadores) sobre os cemitérios e vou levar essa sugestão", acrescentou.
Hoje, a partir das 10 horas, a CEV dos cemitérios terá uma reunião com o secretário municipal de Planejamento, João Francisco Chavedar, para tratar da escassez de sepulturas em Mogi. 
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Governo informou que, "no momento, não há estudo para a implantação desta estrutura. Frente às questões orçamentárias, o objeto poderá ser tema de estudos em gestões futuras".