O próximo prefeito de Suzano receberá um salário de R$ 22 mil por mês. Já os vereadores eleitos terão uma remuneração de
R$ 12,5 mil. O reajuste fixado de 18,7% para o chefe do Executivo, os parlamentares, o vice-prefeito e os secretários em 2017 foi publicado ontem pela administração municipal.
De acordo com a lei e com as informações disponibilizadas no portal da Transparência da Prefeitura de Suzano, o salário do prefeito aumentará R$ 3.471,00. No caso do vice-prefeito, o acréscimo será de R$ 1.735,49; de secretário, R$ 919,37; e vereadores, R$ 2.478,83. O reajuste, ainda segundo a publicação, segue o índice aplicado aos servidores públicos municipais (veja no quadro ao lado).
Em Mogi das Cruzes, por exemplo, o aumento de salário teve como base o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação de Pesquisas Econômicas (FIPE), que foi de 11,07%. Já no caso de Ferraz de Vasconcelos, o prefeito em exercício, José Izidro Neto, vetou o reajuste salarial de 9,83% de aumento na remuneração dos cargos de prefeito, vice e secretários. A porcentagem foi aplicada apenas para os servidores.
Discussão
O reajuste de 18% no salário em Suzano foi utilizado como argumento por alguns vereadores contrários à redução do número de cadeiras para a próxima Legislatura. Segundo eles, para que se tenha economia, o ideal seria não ter aprovado o reajuste e não reduzir o número de parlamentares.
Na noite de anteontem, os vereadores não entraram em acordo sobre o número de cadeiras que a Câmara terá a partir de 2017. A emenda apresentada por Cláudio Anzai (PSDB), que previa 17 parlamentares, bem como a Lei Orgânica do Município, que define 21, não foram aprovadas, já que para isso era preciso o apoio de dois terços do Legislativo, ou seja, 14 vereadores.
Em entrevista na semana passada, Anzai explicou que, caso os vereadores não entrassem em acordo até 20 de julho, prazo máximo para que o número seja fixado, a Justiça Eleitoral teria que ser acionada para que fosse estipulado o total de cadeiras.
A reportagem procurou o presidente do Legislativo, Denis Cláudio da Silva (DEM), para questioná-lo sobre qual caminho será adotado a partir de agora, se o Legislativo apresentará um novo projeto para fixar o número de vereadores para 2017 ou se recorrerá ao Judiciário, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.