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A falta de médicos no Pronto Atendimento (PA) de Palmeiras está testando a paciência de quem depende do serviço de saúde pública nesta região de Suzano. O local virou alvo de diversas queixas por causa da demora na prestação do serviço ocasionada pela ausência de profissionais. Quem necessita de auxílio imediato acaba se dirigindo a cidades vizinhas, como Ribeirão Pires e Mauá.
Há dois anos, essa mesma unidade foi atacada por vândalos, que invadiram e destruíram portas e janelas de vidro, macas, além de outros equipamentos. Na ocasião, o atendimento foi interrompido até que uma reforma fosse concluída.
Depois de receber reclamações sobre o atendimento, a reportagem do Dat foi até o local para ver de perto a realidade desses pacientes e presenciou o vendedor Wadson Silva de Novaes, de 54 anos, saindo da unidade às pressas para buscar auxílio em outra cidade. Ele havia chegado ao PA, sentindo-se muito mal e com a pressão arterial e o nível de diabetes altos. "Fiquei 30 minutos esperando para ser atendido, mas não há médicos", contou. "Agora vou para algum hospital de Ribeirão Pires".
A corretora Samanta Riccielli, 33, que acompanhava Novaes, ficou indignada com a situação. "Ele chegou passando mal e tinha um médico lá dentro, mas não está atendendo", relatou. "O pior é que não dão satisfação".
Também não é difícil encontrar pacientes que aguardam horas para conseguir ser atendido. O autônomo Pedro Mário de Lima, 53, levou o vizinho, uma criança de 3 anos, que estava com sintomas de febre e vômito. "Geralmente, esperamos até seis horas aqui e depois recebemos a informação de que não terá atendimento, porque não há médicos. Uma falta de respeito", contou. "Quando preciso de atendimento, procuro em Mauá ou Ribeirão Pires, porque sei que aqui é um caos".
A ausência de mais profissionais também foi destacada pela balconista Josie Carvalho, 31, que levou o filho de 4 meses para passar pelo pediatra. "O problema aqui é a falta de gente para trabalhar. São muitos pacientes para poucos médicos e enfermeiros", observou. "Há dias que tenho que esperar duas horas só para a parte da medicação. Sem contar que só tem um médico para atender todo mundo, por isso que demora tanto", completou.
Tudo regular
Apesar das queixas e dos relatos, a Prefeitura de Suzano informou que o PA de Palmeiras opera regularmente. Segundo a administração municipal, a unidade tem uma média de 6 mil atendimentos nas especialidades clínica e pediátrica por mês. "Logicamente que em dias com volume de procura maior a unidade ocasiona um tempo de espera acima da média", ressaltou, por meio de nota.
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