A Escola de Governo e Gestão realizou a avaliação final dos trabalhos inscritos para a primeira edição do Concurso Moda Inclusiva de Mogi das Cruzes. Idealizado pela prefeitura, em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o objetivo do concurso é promover um debate sobre moda diferenciada para pessoas com deficiência, além de incentivar e premiar o surgimento de novas soluções e propostas para esse segmento. A última avaliação aconteceu na tarde de ontem.  
A primeira edição do Concurso Moda Inclusiva avaliou e premiou cerca de nove trabalhos apresentados por seis candidatos no município, que disputavam uma vaga para a etapa internacional. Durante o evento, cinco jurados convidados avaliaram e escolheram três candidatos. A primeira colocação ficou com a mogiana Roselaine da Silva.
A coordenadora e idealizadora do concurso, Daniela Auler, explicou como funcionará o sistema eliminatório a partir de agora. "O primeiro colocado da etapa regional irá automaticamente integrar a Etapa Internacional; já o segundo e terceiro lugar irão confeccionar as peças e participar de uma exposição no fim do ano, durante o evento mundial, que premiará os três melhores colocados. Ainda ocorrerá um desfile em Mogi, em dezembro, no qual todos os inscritos no município poderão expor seus trabalhos", completou.
Criado no Estado de São Paulo e levado para o mundo, o concurso apresenta vestuários adaptados para cadeirantes, deficientes visuais, entre outros, aliados à beleza. "Adorei os projetos apresentados. Mogi é uma cidade que não tem um curso de moda e, por isso, ter seis candidatos inscritos é surpreendente. Na etapa internacional, tivemos inscrições até do Japão", salientou a coordenadora.
Vencedora da etapa regional no município, a analista de sistemas Roselaine da Silva, de 41 anos, disse que desde criança gostava de criar vestidos e costurar roupas. Ela viu a oportunidade surgir após realizar um curso de customização e confecção de jogos de cama e mesa. "Soube do concurso durante um dos curso. A principio gostei da ideia de poder ajudar alguém que tenha uma dificuldade maior que nós", ressaltou. "No meu trabalho, priorizei a mobilidade e elegância", afirmou ela, que criou um vestido para cadeirantes.
* Texto sob supervisão do editor.