A prefeitura de Itaquaquecetuba sorteou, na manhã de ontem, 422 beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida, que serão contemplados com as unidades habitacionais do Residencial Altos do Pinheirinho, localizado no Jardim Caiuby. O evento contou com a presença do prefeito Mamoru Nakashima (PSDB) e aconteceu no Ginásio Municipal de Esportes Sumiyoshi Nakaharada, na Vila Japão e reuniu cerca de 2 mil inscritos no programa de habitação.
O empreendimento está quase pronto para morar, segundo o secretário Municipal de Habitação, Roberto Kimura. "Está praticamente concluído, só terminando de pavimentar. As redes de energia e água já foram ligadas. A construtora deve entregar para a Caixa Econômica até o final de junho", comentou.
O titular da pasta ainda lembrou que os beneficiários, terão a documentação encaminhada para a Caixa Econômica Federal (CEF) em até 20 dias. A instituição financeira vai analisar os papéis e se estiver tudo dentro dos critérios exigidos pelo programa federal, a CEF começa a chamar essas pessoas para o sorteio das chaves das 612 unidades, das quais 190 foram destinadas à famílias que vivem em áreas de risco, sem a necessidade de sorteio. "Até o final de agosto ou início de setembro, essas pessoas estarão entrando nas novas moradias", disse Kimura. A partir de amanhã, a prefeitura vai divulgar todos os nomes dos sorteados no site www.itaquaquecetuba.sp.gov.br e também na sede da Secretaria de Habitação.
O momento do sorteio foi marcado por muita comoção e um clima de comemoração entre os contemplados. Muitos candidatos são moradores de áreas de risco, como é o caso da pedagoga Márcia Barbosa, de 52 anos, que mora na beira de um rio no Jardim do Carmo. "A sensação, agora, é de segurança, de poder morar em um lugar em que posso sair para trabalhar, saber que vou voltar e ver que minha casa não está debaixo do lodo. É muito emocionante e maravilhoso", comemorou.
Márcia ainda lembrou que o benefício chegou na hora certa, pois já não tinha para onde ir. "A minha casa está toda rachada e a Defesa Civil embargou, mas não tenho como sair, porque não tenho onde morar. Deus é tão bom que me deu essa casa", contou emocionada. "E ainda tem o trauma das enchentes. Toda vez que o tempo começa a fechar, eu fico apavorada, porque já perdi tudo".
A dona de casa Tereza Angelina Furtado, 68, também sofre com enchentes no Marengo e já perdeu vários móveis. "Eu estava mesmo precisando dessa casa, porque moro em área de risco. Na última enchente eu perdi guarda-roupas e cama", lembrou. "Agora não vou mais sofrer com isso".
O aposentado Antônio Germano de Souza, 74, morava de favor com a família e comemorou a oportunidade da casa própria. "Pela primeira vez terei a minha casa para morar com minha esposa. Foi muita sorte eu ser sorteado entre tanta gente. Estou muito animado", contou o aposentado.